3. Fundação D. Manuel de Almeida Trindade A Fundação D. Manuel de Almeida Trindade foi instituída na Diocese de Aveiro por D. António Baltasar Marcelino, em 4 de Julho de 1988, em homenagem a D. Manuel de Almeida Trindade, Bispo Emérito de Aveiro, e destina-se a promover e a apoiar os sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos de Aveiro indicados pela Igreja diocesana ou por esta aceites para prosseguirem iniciativas e percursos de formação inicial ou permanente e estudos de especialização em áreas que a Igreja diocesana considere necessárias.
Ao analisar o itinerário e as actividades da Fundação ao longo destes quase vinte anos, constato que foram reduzidas as iniciativas e que desde há muitos anos a Fundação se encontra inactiva.
Reconhecendo o elevado valor e o justo sentido de gratidão que fizeram nascer esta Fundação e sentindo simultaneamente a urgência de convocar a Diocese para um grande esforço de generosidade e de ajuda financeira em ordem à formação e à continuação de estudos dos sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos da nossa Igreja diocesana e dado que a Diocese não tem para isso recursos próprios nem património adquirido, quero, com confiança determinada, revitalizar a Fundação D. Manuel de Almeida Trindade, em boa hora instituída pelo meu predecessor.
Esta é um belo modo de evocar o nome e a vida do Aluno, do Mestre, do Reitor do Seminário, do Bispo de Aveiro e do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa que foi e é D. Manuel, a quem cada um de nós e toda a Igreja tanto devem.
Convido os presbíteros, muitos deles por ele ordenados, os diáconos e os leigos, as comunidades religiosas e as comunidades cristãs da Diocese, os amigos do Senhor D. Manuel, para este reencontro de fé, de oração e de generosidade com o Senhor D. Manuel, felizmente vivo, e que ao longo de 26 anos, de 1962 a 1988, serviu Aveiro com plena entrega e inesquecível generosidade.
A ajuda humilde e silenciosa, pequena ou grande, terá sempre a dimensão do gesto evangélico que Jesus elogiou e terá igualmente a dimensão da generosidade que o coração e a fé nos ditam e o sentido do bem que através deles realizamos.
Podemos activar esta Fundação e cumprir os seus objectivos de muitos modos, mas sobretudo criando Bolsas de Estudo que constituam um património da Fundação e se destinem à formação imperiosa e urgente dos sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos de que a Diocese tanto precisa.
Estas Bolsas de Estudo consagrarão o nome dos instituidores e as suas intenções, assim como as cláusulas inerentes à sua instituição, e constituirão um património intocável e um capital da Fundação a preservar e a garantir, distribuindo-se apenas os resultados financeiros da sua gestão e administração de acordo com os Estatutos da Fundação recentemente renovados e aprovados.
Assim, a Igreja diocesana fará face às necessárias despesas que os imperativos de formação que urge relançar nos exigem e nos pedem. A hora que vivemos é de generosidade e de confiança. A iniciativa deve ser de todos para que a Igreja diocesana de Aveiro seja cada vez mais “casa e escola de comunhão”, verdadeira Igreja de Jesus Cristo e sacramento de salvação para a Humanidade.
Confio à oração oblativa do senhor D. Manuel, a residir pre-sentemente no Seminário de Coimbra, à bênção da Mãe de Deus e à intercessão de Santa Joana Princesa, Padroeira da nossa Diocese de Aveiro, esta iniciativa.
Aveiro, 31 de Julho, Memória Litúrgica de S. to Inácio de Loiola, de 2007.
+António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro
