Pároco de Eixo e superior dos dehonianos

Pe José de Andrade Braga O padre José de Andrade Braga assumiu no passado domingo, 30 de Setembro, a paróquia de Eixo, Aveiro. Sacerdote do Instituto do Sagrado Coração de Jesus (ou Padres Dehonianos), é o novo superior da Casa do Sagrado Coração, em Esgueira, onde funciona o noviciado do instituto. Desde há alguns anos, o superior da comunidade assume igualmente a paroquialidade de Eixo.

Não é a primeira vez que José de Andrade Braga está na diocese de Aveiro. Entre 1976 e 1983, foi quatro anos mestre de noviços e três anos superior da comunidade dehoniana de Esgueira.

José de Andrade Braga nasceu na Ilha de Santa Maria, Açores, no dia 26 de Janeiro de 1942. Frequentou o Seminário menor do Funchal, passou pelo Seminário médio de Coimbra, fez o noviciado em Esgueira, estudou Filosofia em Monza (Milão, Itália), regressou ao Funchal, onde estagiou por dois anos, estudou Teologia em Bolonha (Itália) e foi ordenado padre no dia 4 de Julho 1971, durante a inauguração do Seminário de Rio Tinto. Ordenou-o D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto.

Já padre, foi director espiritual do Seminário do Funchal durante dois anos, esteve no Seminário de Rio Tinto um ano e estudou em Roma de 1974 a 1976, a fim de ser mestre de noviços. Após os estudos, surgiu a segunda etapa aveirense (1976-1983), seguindo-se mais um período de seis anos em Rio Tinto, onde foi superior da comunidade.

A partir do final da década de 1980, o trabalho paroquial apareceu com mais intensidade na vida do Pe José de Andrade. Vivendo numa comunidade sacerdotal em Vialonga, nos arredores de Lisboa, trabalhou nas paróquias de S.to António do Tojal, S. Julião e Fanhões, no concelho de Loures. Em 1991, foi pároco de Alfragide e director do Seminário situado nesta localidade (onde estão os seminaristas maiores, enquanto frequentam as aulas na Universidade Católica). No ano seguinte, continuando pároco, torna-se superior do Seminário, até 1998. Entre 1998 e 2001, dedicou-se integralmente à paroquialidade de Alfragide. Em 2002 volta ao Funchal. Antes de regressar a Aveiro, em Agosto de 2007, ainda trabalha dois anos na comunidade dehoniana de Rio Tinto.

Acento

no Coração Misericordioso

Com uma vida repartida entre seminários e paróquias, o Pe José de Andrade Braga considera que “uma coisa ajuda a outra”. “Estamos colocados no serviço da Igreja, seja ele qual for”, afirma. “Ordenei-me sacerdote para servir a Igreja. O modo de a servir vai ser sempre como dehoniano, isto é, tendo como particularidade o Coração de Cristo, o Coração Misericordioso”, explica. “Cristo vem ao encontro do Homem. Vem ao encontro para elevar, pala salvar, para libertar. O nosso anúncio da boa-nova tem sempre este acento”.

Noviciado em Esgueira

Ano de estudo da vocação

A comunidade dehoniana de Esgueira é constituída por mais dois padres (o Pe Fernando, que actualmente recupera de uma pneumonia dupla que o afectou gravemente, e o Pe Sérgio Filipe) e dois jovens que em Agosto iniciaram o ano de noviciado. A redução do número de jovens deve-se em parte a uma mudança no percurso formativo. Os seminaristas oriundos da Madeira estão a fazer primeiro os estudos filosóficos no Porto. Só a seguir farão o noviciado, o que acontecerá a partir do próximo ano. Trata-se de uma excepção, mas o instituto religioso coloca a questão de o noviciado ser feito dois ou três anos mais tarde e não como actualmente, para a generalidade, após o 12º ano.

O noviciado “é um ano de estudo da vocação, sem estudos académicos”, refere o superior da comunidade. Neste “ano de retiro”, os jovens conhecem a história do instituto e aprofundam a sua própria vocação. Pelo meio, empenham-se em actividades pastorais nas paróquias vizinhas ou no cuidado da quinta de que o seminário dispõe.

Após o ano de noviciado, “os jovens chegam à conclusão de que são chamados ou de que este não é o caminho deles”, explica Pe José de Andrade Braga. Dos quatro que frequentaram o noviciado no ano passado, dois fizeram os primeiros votos no dia 16 de Setembro.