Diálogos de vida e de morte

Colaboração dos Leitores Confrontada com a vida e a morte, contemplo a vida com receio da morte; vida que se vai esvaindo, que vai lentamente deixando a vida para abraçar a morte. Morte que é apenas e afinal uma outra faceta da vida, que nasce connosco e nos acompanha durante toda a vida.

Vida, que vida?

Morte, que morte?

Duas faces da mesma moeda.

Durante a vida deitamos a moeda ao ar, brincamos com ela, jogamos, apostamos e até a empenhamos.

Empenhamos a vida a troco de tudo e de nada, sem nos lembrarmos que na outra face está a morte – a face que nunca queremos ver, estudar, acariciar.

Porquê?

Porque temos medo da morte? Ou da vida que levamos?

No entanto, a passagem para o outro lado, para o lado de lá, deverá ser preparada com tempo, com coragem, pois nunca saberemos o dia nem a hora, a vigésima quinta hora na vida de cada um de nós.

Do lado de lá, a luz será mais brilhante, tudo será diferente, já não haverá mais vida nem morte, apenas e só a LUZ DO AMOR!

Maria Teresa Domingues