José Balacó, presidente do Lions Clube de Santa Joana: O Lions Clube de Santa Joana está a promover um rastreio visual nas escolas do concelho de Aveiro. “Muita televisão”, “muitos jogos informáticos” fazem com que 40% das crianças precisem de óculos, diz José Balacó, que divulga outra actividade que o clube que preside está a desenvolver.
Fundado há 19 anos, o Lions Clube de Santa Joana Princesa resultou, no dizer do seu presidente, José Balacó, de uma cisão então ocorrida no Lions Clube de Aveiro. Quase duas décadas depois, “há as melhores relações com o Lions Clube de Aveiro, e inclusivamente, por vezes fazemos algumas acções em conjunto”.
Das acções que o clube organiza, José Balacó realçou o rastreio visual nas escolas do concelho. “Estamos a fazer cerca de 500 rastreios nas escolas, com alunos dos terceiro e quarto ano da escola primária, de dois agrupamentos de escolas por ano”.
Fundamentado nos milhares de rastreios que o clube já realizou, José Balacó disse que “temos constatado que cerca de 40% das crianças precisam de óculos. A razão é muito simples: muita televisão, muitos jogos informáticos e muitas coisas dessas. Nas escolas das zonas mais humildes, em que as pessoas vêm menos televisão, quase 100% das crianças estão a ver perfeitamente, o que só demonstra que é preciso haver o maior cuidado, por parte dos pais, em não deixarem as crianças ver tanta televisão ou faz tantos desses jogos, porque estão a dar cabo da vista”.
José Balacó apontou outras acções do clube. “Todos os meses fazemos uma recolha de sangue, com o apoio do Instituto Português do Sangue”, afirma. E ainda: “Fazemos uma outra acção, que considero da maior importância, dirigida aos alunos do quarto ano das escolas primárias, chamada «Eu sou vigilante da floresta», constituída por duas partes, uma em que nós fornecemos material às pessoas, em especial material informativo e formativo sobre o que se pode fazer na floresta, e uma segunda parte, que normalmente culmina com uma visita à Quinta de S. Francisco, em Eixo, em que também participam os bombeiros, onde estes dão mais explicações sobre o que não se deve fazer e onde realizam um simulacro de incêndio”. José Balacó acrescenta: “As crianças também são acompanhadas por técnicos da própria Portucel, que dão sempre as melhores explicações sobre as variedades de árvores que aí se encontram e sobre quais os cuidados que é preciso ter, e demonstram grande abertura para esse evento”.
Nessas visitas à Quinta de S. Francisco normalmente participam mais de uma centena de crianças, que são transportadas em autocarros alugados. Por isso, José Balacó alertou que “a Move Aveiro não tem autocarros preparados para transportar crianças de acordo com as novas regras, o que dificulta a nossa acção e das escolas” – motivo pelo que apelou à Move Aveiro par ter “pelo menos um autocarro capaz de transportar crianças”.
