Sentimento, entendimento e vontade devem comunicar entre si para responder, precisamente, ao grande desafio: o desafio da vida e da morte, da comunidade e do eu, do presente e do futuro, embora sem a pretensão de solucionar problemas que têm as suas próprias leis. Hoje, estamos numa conjuntura muito atraída por tudo que parece religioso, confundido com o irracional, o supersticioso, o mágico. Daí a importância de aproximar razão e religião sem as confundir.
Bento Domingues
Público, 03-02-08
Novos saberes, concretamente no domínio das ciências naturais, foram legitimamente valorizados na universidade moderna. Mas há o perigo de a razão ceder às pressões dos interesses e ao fascínio da utilidade, que ergue como “critério último”.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 02-02-08
Talvez convenha perceber duas coisas sobre a corrupção. Primeira, onde há poder, há corrupção. E onde há pobreza, há mais corrupção. (…) A corrupção está íntima da cultura “nacional”, no centro da ordem estabelecida, na maneira como os portugueses tratam de si e se tratam entre si.
Vasco Pulido Valente
Público, 03-02-08
A instauração da república significava o exílio do rei, não o seu assassínio. O regicídio, se afundou a monarquia, condenou ab ovo a república, que subsistirá em estado de expiação durante 16 anos (…), até igualmente se perder às mãos de uma ditadura militar. Assim vivemos 74 anos do séc. XX – entre Buíças e Salazares, dois radicais, de que Portugal não deve orgulhar-se.
Miguel Real
Diário de Notícias, 02-01-08
A construção da actual democracia em Portugal foi feita não apenas contra o Estado Novo, mas também contra a I República.
Rui Ramos
Público, 20-01-08
Em Portugal é fácil acusar, e barato, porque quase nunca se investiga.
Francisco José Viegas
Correio da Manhã, 29-01-08
Como bem disse o Bastonário da Ordem dos Advogados, é habitual abrirem-se inquéritos em Portugal. Pois é. Raro é encerrarem-se.
João Paulo Guerra
Diário Económico, 29-01-08
Num país mergulhado na clientela, na cunha, no patrocinato, em que quase por obrigação e sobrevivência é necessário ser criativo com a lei, é difícil encontrar um impulso e uma motivação forte para a luta contra a ilegalidade e a corrupção.
José Pacheco Pereira
Público, 02-02-08
