Com a colaboração da Livraria Santa Joana, apresentam-se sugestões para uma vivência frutuosa da Quaresma,
o tempo dos mais fortes apelos à conversão, à reconciliação, ao renascimento para Deus.
Via Sacra no Coliseu com Bento XVI
Gianfranco Ravasi
Paulinas, 70 páginas
Via sacra com meditações e orações de Mons. Gianfranco Ravasi, na Sexta-feira Santa de 2007. O autor é o responsável pela Biblioteca Ambrosiana de Milão e presidente do Conselho Pontifício para a Cultura e das Comissões Pontifícias dos Bens Culturais e de Arqueologia Sacra.
Uma frase
“Os minutos de agonia vão passando e a energia vital de Cristo crucificado vai diminuindo lentamente. Ele, porém, ainda tem força para um derradeiro acto de amor para com um dos dois condenados è pena capital que estão ao seu lado naqueles momentos trágicos, enquanto o Sol está agora no alto Céu” (pág. 51).
Via Sacra presidida por Bento XVI
Ângelo Comastri
Paulinas, 70 páginas
Via sacra com meditações e orações do bispo Ângrelo Comastri, que é o vigário-geral de Bento XVI para a cidade do Vaticano. Trata-se da Via sacra da Sexta-feira Santa de 2006 e, como em todas, estão subjacentes duas certezas: a certeza do poder devastador do pecado e a certeza do poder regenerativo do Amor de Deus.
Uma frase
“Da cruz nasce a vida nova de Saulo (…), a conversão de Agostinho, a pobreza feliz de Francisco de Assis, (…) o heroísmo de Maximiliano Kolbe, (…) a coragem de João Paulo II. (…) A cruz não á a morte de Deus, mas é o nascimento do seu Amor no mundo” (pág. 56).
Viver a Quaresma. Subsídios pastorais
Pedrosa Ferreira
Edições Salesianas, 151 páginas
“Caixa de ferramentas oferecida ao animador pastoral”, assim se apresenta este livro. Compõem-no breves celebrações familiares, mais seis celebrações penitenciais, um retiro com jovens, orações para serem recitadas na Eucaristia ou em momentos de oração e um “tríduo pascal com jovens”.
Uma frase
“Junto ao poço de Jacob, Jesus prometeu à samaritana uma água viva. Seria uma água que lhe mataria a sede para sempre. Não será que, por vezes, andamos a beber águas inquinadas, que nos são dadas a beber por uma sociedade do consumo, do prazer fácil, da competição, do egoísmo? (pág. 76)”.
Penitência. A salvação do pecador
Luis Resines Llorente
Paulus, 156 páginas
Manual em linguagem acessível para compreender as dimensões e etapas da reconciliação: o sentido do pecado; o “atrevimento” de Jesus em perdoar; a reconciliação com Deus, consigo mesmo e com a comunidade; a mediação eclesial do perdão. No final de cada capítulo inclui fichas e propostas de reflexão.
Uma frase
“Não é possível pensar num Deus que elabora uma lista de penas para condenar o ser humano, já que é a sua vontade expressa que nos salvemos: «Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento pleno da verdade» (1 Tim 2,4)” (pág. 99).
Porquê confessar-se?
A reconciliação e a beleza de Deus
Bruno Forte
Paulus, 54 páginas
Este livrinho é composto por uma carta aos diocesanos sobre o valor e a necessidade da confissão e uma meditação sobre a parábola do Pai Misericordioso / Filho Pródigo (Lucas 15,11-32). Bruno Forte, teólogo de renome, é bispo de Chieti-Vasto (Itália) desde 2004.
Uma frase
“Entre as muitas perguntas que são colocadas ao meu coração de Bispo, escolho esta que amiúde me foi feita: porque temos de nos confessar? É uma pergunta que ocorre de muitos modos: porque é que devemos ir ter com um sacerdote (…)? Porque é que devo falar dos meus assuntos (…)? Ele sabe o que é pecado para mim? (pág. 7)”.
A Agonia de Cristo
Tomás Moro
Paulus, 142 páginas
Tomás Moro (1478-1535), para permanecer fiel à Igreja e à sua consciência, não se vergou à prepotência de Henrique VIII. A verticalidade custou-lhe a própria vida, mas valeu-lhe a declaração de “patrono celeste dos Estadistas e Políticos” por João Paulo II. Preso, Moro meditou sobre a agonia de Cristo e escreveu esta obra, incompleta, pois a partir de certa altura foram-lhe negados os instrumentos da escrita.
Uma frase
O medo da morte e dos tormentos não implica nenhuma culpa, mas tão só um sofrimento como aquele a que Cristo se submeteu, sem dele fugir. Não devemos, pois, apressadamente considerar cobardia o facto de alguém sentir medo e terror ao pensar em suplícios (…) (pág. 25).
O Caminho Pascal
Joseph Ratzinger
Lucerna, 166 páginas
Como responsável da Congregação para a Doutrina da Fé, Joseph Ratzinger pregou ao Papa João Paulo II e aos membros da Cúria Romana, na Quaresma de 1983. Temas: “Introdução à Liturgia da Primeira Semana da Quaresma”; “O Mistério de Jesus” e “Cristo, a Igreja, o Sacerdócio”.
Uma frase
“O deserto é o lugar do silêncio, da solidão; o afastamento das vicissitudes quotidianas, do barulho da superficialidade. O deserto é o lugar do absoluto, o lugar da liberdade que põe o homem diante das suas últimas questões. (…) Nesse sentido, ele é lugar da graça. No vazio das suas preocupações, o homem encontra o seu Criador” (pág. 10).
Via Sacra. 15 esquemas
Pedrosa Ferreira
Edições Salesianas, 215 páginas
Obra composta por 15 esquemas para fazer com Jesus o caminho que O conduziu ao Calvário. Em 5 destas vias sacras, utiliza-se o esquema tradicional, que incluía episódios que não são referidos na Bíblia, como “Verónica limpa o rosto de Jesus”. Noutras 5, segue-se o esquema que João Paulo II introduziu em 1991. As últimas cinco, mais breves, destinam-se a crianças, adolescentes e jovens.
Uma frase
“Os esquemas de ontem ou redigidos em ambientes que não são os nossos podem não ser os melhores para utilizar. Como não se trata de uma liturgia, há espaço para uma grande criatividade, tendo em vista conseguir os objectivos” (pág. 7).
O discernimento. Da purificação à comunhão
Marko Ivan Rupnik
Paulinas, 238 páginas
Pela mãos do autor do mosaico principal da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, chega-nos um livro sobre a arte de decifrar como Deus (se) comunica connosco e nos salva, isto é, o discernimento. Marko Ivan Rupnik nasceu na Eslovénia, em 1954, e entrou para a Companhia de Jesus em 1973.
Uma frase
“O discernimento é a arte da vida espiritual, na qual eu compreendo como Deus se comunica comigo, como Deus me salva – o que vai dar ao mesmo (…). O discernimento é também a arte espiritual na qual consigo evitar o engano, a ilusão, e decifrar e ler as realidade de modo verdadeiro, superando as miragens que elas me possam apresentar” (pág. 25).
O exame de consciência.
Para viver como redimidos
Marko Ivan Rupnik
Paulinas, 90 páginas
O medo de entrar na verdade mais íntima, conjugado com tendências psicológicas que, por causa da pretensa libertação do indivíduo, anatematizaram práticas de confronto interior com qualquer autoridade, levou ao abandono do exame de consciência. Mas esta prática antiga é necessária. Renovada e adaptada, tem um papel fundamental numa vida equilibrada.
Uma frase
“A pessoa humana cresce de modo orgânico, íntegro, em referência a essa sabedoria, reconhecendo aquilo que ajuda a verdadeira vida e aquilo que, pelo contrário, são ilusões, enganos e idolatrias. De facto, faz parte constitutiva do ser humano colocar-se numa atitude de constante referência” (pág. 17).
