Apresentado pela Câmara Municipal de Águeda Com o objectivo de conservar, valorizar, promover e divulgar a Pateira de Fermentelos, a Câmara Municipal de Águeda apresentou o “Plano de desenvolvimento da Pateira”, que, com as suas 63 acções, visa a preservação e conservação da natureza, a valorização das actividades económicas e culturais tradicionais, o fomento do turismo associado à natureza e o desenvolvimento sustentado da região.
O presidente do executivo municipal, Gil Nadais, salientou que o objectivo final do plano agora apresentado será a atribuição de uma importância internacional à Pateira, como zona húmida de excelência, através da Convenção de RAMSAR. Tanto a ARH Centro – Administração da Região Hidrográfica do Centro, como o ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e Bio-diversidade já conhecem o “Plano de desenvolvimento da Pateira”. Em breve, esse Plano será dado a conhecer aos concelhos vizinhos, tanto mais que algumas das propostas nele contido só poderão ser executadas com o apoio dessas autarquias.
Entre as propostas incluídas no “Plano de desenvolvimento da Pateira” destacam-se as que pretendem interditar a caça e a pesca profissional na lagoa, fomentando essas duas actividades unicamente na sua vertente desportiva; apoiar a construção náutica tradicional, divulgando e comercializando as bateiras tradicionais; desenvolver um Plano de Educação Ambiental e uma Carta de Desporto da Pateira; construir um Fluviário, um Centro de Interpretação e Observação da Pateira; criação de um site da Pateira associado à página da Câmara Municipal de Águeda.
A concretização de algumas das propostas do Plano, nomeadamente a construção do Fluviário, a dragagem da Pateira e a construção do açude, são obras que exigem um investimento elevado. Por esse motivo, o autarca aguedense revelou que a câmara municipal irá candidatar-se a vários programas governamentais e apoios comunitários, incluindo o “LIFE +”, cuja candidatura já foi submetida e, caso seja aprovada, começará a ser executada em Janeiro de 2009.
Gil Nadais prevê que a dragagem da lagoa tenha início daqui a quatro anos, enquanto continuará em estudo a concretização do Fluviário. O objectivo é construir esta estrutura dentro de água e no concelho de Águeda.
