Na data do primeiro Centenário do Regicídio, a Câmara Municipal de Aveiro evocou o atentado que vitimou o Rei D. Carlos, e o príncipe herdeiro, ocorrido no dia 1 de Fevereiro de 1908, em Lisboa.
No Museu da Cidade de Aveiro está patente ao público, até ao dia 10 de Fevereiro, a exposição documental intitulada “O regicídio… em Aveiro” e “D. Carlos, o rei que amava o mar”. Nessa mostra, estão expostas, entre outras coisas, o livro de actas da autarquia em que se relata o regicídio e a subida ao trono de D. Manuel II; recortes da imprensa local, dessa época, e da revista “Ilustração Portuguesa”, com relatos dos factos. O rei D. Carlos conciliou a sua função de monarca com a actividade de pintor artístico (especialmente na área da aguarela) e de investigador marítimo. Essas duas facetas também estão presentes nesta exposição através de uma das suas aguarelas, com motivos marítimos, obra proveniente do Museu da Marinha, de Lisboa.
Amanhã, e sexta-feira, pelas 10h 30m, terão lugar visitas guiadas á exposição e a apresentação de “Infames! Infames! Que mataram o Rei”, eventos dirigidos aos alunos do primeiro ciclo das escolas do concelho de Aveiro.
Essas acções têm como objectivos específicos conhecer Portugal em 1908; contribuir para o conhecimento e interpretação do Regicídio; divulgar um episódio da história recente de Portugal; relacionar bens patrimoniais de Aveiro com a História Nacional; fomentar a participação da comunidade local, em particular da comunidade escolar; promover o património cultural.
