Executivo municipal contesta fecho do SAP

ÍLHAVO Em carta enviada ao presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo manifesta o seu desagrado pelo previsto encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Ílhavo e, em sua substituição, a abertura de uma “Consulta Aberta”.

“Foi com a maior preocupação que recebemos a notícia que ia entrar em funcionamento a Consulta Aberta, por decisão da ARS Centro”, refere Ribau Esteves. E isso porque, continua o autarca, “feitas algumas diligências de verificação, concluímos que esta é uma má notícia para a população do município de Ílhavo, porque implica a decisão e a implementação simultânea de encerrar o Serviço de Atendimento Permanente”.

O edil ilhavense sublinha que “a população do município de Ílhavo vai deixar de ter alguns importantes serviços de saúde” devido ao encerramento do SAP, nomeadamente os serviços de enfermagem (pontos, injecções, nebulizações, pensos…). “A própria consulta médica deixa de ocorrer para todos quantos se dirijam ao Centro de Saúde, dado que a capacidade de resposta da Consulta Aberta (como exige marcação) é muito inferior à capacidade do SAP”, afirma.

Considerando que a “entrada em funcionamento da Consulta Aberta é uma má notícia para a população do município de Ílhavo”, a Câmara Municipal de Ílhavo, por intermédio da carta escrita pelo seu presidente, “exige explicações urgentes para esta decisão que prejudica os cidadãos e sua imediata correcção”. “A população do município de Ílhavo quer continuar a ter os serviços do SAP e não ir aumentar as horas de espera na urgência do Hospital de Aveiro”, adianta a missiva.

Ribau Esteves afirma que “dos 120 utentes / dia do SAP de Ílhavo (3600 utentes / mês), a maioria deles vão ter de ir sobrecarregar a já sobrecarregada urgência do Hospital de Aveiro, para terem resposta às suas necessidades básicas e para acederem aos serviços de Saúde que pagam e que com esta errada decisão vão ficar mais longe e seguramente mais lentos”.

O autarca ilhavense deu conhecimento dessa sua carta ao Director do Centro de Saúde de Ílhavo, ao Director da Sub-Região de Saúde de Aveiro, ao Presidente da Câmara Municipal de Vagos e à comunicação social.