Bento XVI celebrou Missa por D. Faraj Rahho

Bento XVI presidiu, esta segunda-feira, a uma Missa de sufrágio por D. Paulos Faraj Rahho, Arcebispo caldeu de Mossul (Iraque), encontrado sem vida na passada quinta-feira (13 de Março), após quase 15 dias de rapto.

Na sua homilia, o Papa lembrou o Arcebispo iraquiano como um “homem de paz e de diálogo”, com particular predilecção pelos mais pobres e as pessoas com deficiência. D. Rahho tinha criado uma associação para valorizar estas pessoas e apoiar as suas famílias.

“Nestes dias, em profunda comunhão com a comunidade caldeia no Iraque e no estrangeiro, chorámos a sua morte e o modo desumano como teve de concluir a sua vida terrena”, indicou.

Bento XVI falou das “horas terríveis do rapto e da dolorosa prisão – na qual, talvez, estaria já ferido”, até à “agonia e à morte”, que se concluíram com uma “indigna sepul-tura”.

Neste contexto, o Papa pediu que o exemplo de vida do Arcebispo Rahho possa levar todos os iraquianos, cristãos e muçulmanos, a “construir uma convivência pacífica, fundada na fraternidade e no respeito”.

Na homilia quis deixar uma palavra de encorajamento a todos os membros da Igreja Católica no Iraque. “Estamos solidários, neste momento, com o Patriarca de Babilónia dos caldeus, Cardeal Emanuel Delly, e Bispo daquela amada Igreja que sofre, crê e reza no Iraque”, disse o Papa.

Já no domingo, durante a recitação do Angelus, o Papa se referira à trágica morte do Arcebispo caldeu de Mossul, para pedir o fim da violência e do ódio no Iraque. “Basta de carnificinas, basta de violências, basta de ódio no Iraque”, exclamou.