Colaboração dos Leitores II Tudo começou em 1909, quando Sonora Louise Dodd, natural de Spokane, nos Estado Unidos, depois de ouvir um sermão no Dia da Mãe, teve a ideia de festejar também o Pai.
A sua ideia foi reforçada com o desejo de homenagear o seu próprio Pai, William Jackson Smart, um veterano da Guerra Civil, que cuidou sozinho de seis filhos, quando a sua mulher faleceu em 1898.
Sonora Dodd sentiu toda a força e generosidade do Pai e com o apoio de algumas instituições redigiu uma petição em que recomendava a instituição de um Dia Nacional do Pai. O primeiro Dia do Pai foi celebrado a 19 de Junho de 1910, na sua terra natal.
A ideia foi-se espalhando pela América e em 1924 o Presidente Calvin Coolidge deu-lhe um apoio a nível nacional. Por fim, em 1966, o Presidente Lyndon Johnson reservou o terceiro Domingo de Junho para esse evento.
A comemoração tornou-se lei em 1972, pelas mãos de Richard Nixon.
Em Portugal, comemora-se o Dia do Pai a 19 de Março, Festa Litúrgica de São José, Pai legal de Jesus.
Neste dia é costume os filhos lembrarem-se de um modo especial do Pai e, se por acaso se esquecem, os comerciantes encarregam-se de lho lembrar, aliciando-os para que comprem uma prenda. Acho muito bem, mas se não puderem fazê-lo, podem e devem dar-lhe um beijo especial nesse dia e agradecer-lhe ter colaborado com Deus na sua vinda ao mundo.
Assim, não encolhamos os ombros, desculpando a nossa falta de sensibilidade, dizendo, e modo muitas vezes hipócrita: afinal, todos os dias são dias do Pai…
E se por acaso o Pai já não está presente por ter falecido, não esqueçamos um sufrágio especial nesse dia, pela sua alma.
Maria Fernanda Barroca
