460 equipas de jovens participaram no concurso “Cidades Criativas”

O concurso “Cidades Criativas”, promovido pela Universidade de Aveiro, demonstrou “como é possível envolver os jovens alunos num exercício de actividade política, no seu sentido etimológico mais profundo, isto é, numa discussão sobre a «Polis» (Cidade) e sobre a sua «Ethica» (Princípios)”, afirmou José Carlos Mota, um dos responsáveis pela iniciativa, na sessão de encerramento da “Festa das Cidades Criativas”.

Para este docente da Universidade de Aveiro (UA), o concurso “Cidades Criativas” foi também “um exercício que apelou a uma comunhão de esforços entre escolas, famílias, autarquias, agentes culturais, sociais e económicos locais e universidades”.

Dirigido a alunos do 12º ano, o concurso envolveu, ao longo de nove meses, mais de 460 equipas, constituídas por mais de 2.000 alunos e 275 professores, de cerca de 130 autarquias do continente e ilhas. Como resultado desse trabalho, foram apresentadas 255 propostas para avaliação do júri.

José Carlos Mota realçou que “as propostas são provenientes de quase cem cidades e vilas de Norte a Sul, do interior ao litoral, do continente às ilhas da Madeira e dos Açores. E são também propostas de áreas temáticas muito diversificadas: da cultura ao ambiente, da inovação à ciência, da economia à transformação urbana, do social à tecnologia”.

Os alunos “envolveram-se num exercício de diagnóstico dos problemas e potencialidades das suas vilas/ cidades, organizaram largas dezenas de debates envolvendo as suas autarquias e agentes locais, dinamizaram blogues que funcionaram como ferramentas de comunicação com as suas comunidades, identificaram áreas de aposta futura, olharam para experiências nacionais e internacionais e desenharam um quadro de propostas de acção futura para as suas vilas/ cidades”, disse José Carlos Mota. Por isso, para este organizador das “Cidades Criativas”, o concurso teve um impacto relevante nas comunidades dos alunos participantes, porque “foram publicadas dezenas de artigos em jornais locais / regionais, feitas várias reportagens de rádio e televisão, auscultadas centenas de personalidades locais. Assistiu-se ainda a uma interessante mobilização das famílias e amigos na construção dos diferentes projectos escolares”.

C.F.