Com ternura…

Olho de Lince A mãe avançou, serenamente, para fazer uma das leituras da celebração eucarística, deixando no seu lugar os dois filhotes que a acompanhavam: um já na escola e na catequese, o outro à beira de entrar nesses novos mundos.

Fácil será perceber que, por muito “educadas” que sejam as crianças, no geral, quando libertas das “amarras” maternas ou paternas, sempre deixam transparecer algum sinal de mais irrequietude.

O irmão mais velho logo teve o cuidado de prevenir eventuais diatribes do mais pequeno: ternamente, colocou-lhe o braço por cima do ombro, aconchegando-o a si. Sem resistência, para meu espanto. Porque, nestas circunstâncias, os desejos de autonomia manifestam-se de maneiras algo bruscas.

A mãe pode fazer tranquilamente a sua leitura: o clima de proximidade e de ternura daqueles dois irmãos dava frutos consolidados! O ar de responsabilidade de um e a serena humildade do outro faziam um “ramalhete” perfeito.

Gostei! Não faltam exemplos destes. Mas vale sempre a pena dar-lhes voz, para que os pais entendam que é gratificante educar, que é fundamental tecer relações fraternas eficientes!

Q.S.