LIVRO Um ano a caminhar com São Paulo
Anacleto de Oliveira
Gráfica de Coimbra
194 páginas
D. Anacleto de Oliveira, actualmente Bispo auxiliar de Lisboa, foi durante vários anos professor de disciplinas relacionadas com a Bíblia no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra (onde estudam os seminaristas maiores da Diocese de Aveiro). Padre da diocese de Leiria, doutorou-se na Alemanha, com uma tese sobre as Cartas aos Coríntios, sendo, provavelmente, o maior especialista português em São Paulo. Não admira por isso que, ao ser nomeado bispo (e ordenado, em Fátima, no dia 24 de Abril de 2005, quando, em Roma, Bento XVI iniciava o pontificado), tenha escolhido como lema uma expressão do Evangelho que remete para uma frase de Paulo. “Escravo de todos” (Mc 10,44: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será vosso servo, e quem entre vós quiser ser o primeiro, será escravo de todos), expressão que normalmente é traduzida por “servo de todos”, ecoa no conselho de Paulo aos Gálatas: “Fazei-vos escravos uns dos outros” (Gal 5,13).
“Um ano a caminhar com São Paulo” responde ao pedido da Conferência Episcopal da elaboração de um itinerário catequético para o Ano Paulino (ver pág.14). As 52 catequeses estão divididas em cinco partes. Nas primeiras 16 catequeses, “Paulo fala-nos da sua vida”. Nas dez seguintes, “fala-nos da nossa vida cristã”. Depois, “fala-nos da Igreja de Deus” (11 catequeses). Na quarta parte, “Paulo fala-nos da nossa conduta cristã” (dez catequeses). E na última, ao longo de cinco catequeses, “fala-nos da vida que nos espera”.
As catequeses seguem o mesmo esquema: um título que é uma expressão ou frase de São Paulo; uma explicação introdutória; uma passagem das cartas (ou do Actos, na primeira catequese); a explicação consequente; sugestões bíblicas para rezar e ler.
Sendo Paulo um “modelo de conversão”, “de evangelizador” e “de aprofundamento da fé” (expressões do cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, no prefácio da obra), temos neste livro um guia para nos aproximarmos daquele que combateu o “bom combate”.
J.P.F.
