Frases da Semana

Um juiz que suspende julgamentos porque durante um julgamento se cometeu um crime é um juiz que não acredita que os julgamentos servem para combater os crimes.

Ferreira Fernandes

Diário de Notícias, 29-06-08

Quando chegamos a um ponto em que já nem os tribunais são espaços seguros e os juízes podem ser alvo da ira de qualquer um, poucas esperanças restam para que o tribunal afundado num pântano não seja uma implacável imagem do próprio país.

Eduardo Dâmaso

Correio da Manhã, 27-06-08

Não há nada mais perigoso para a democracia do que a ideia de que não é preciso zelar por ela todos os dias.

Pedro Norton

Visão, 26-06-08

Na espuma destes dias, Portugal transmite a sensação de ser um país que não está a ir para lado nenhum.

Paquete de Oliveira

Jornal de Notícias, 26-06-08

O país não irá para a frente se não se dotar de um sistema judicial mais célere, eficaz e justo.

Editorial

Diário de Notícias, 26-06-08

Estas festas [dos santos populares], de forma mais ou menos aldrabada, lembram que as religiões só têm sentido se servirem para destapar o horizonte do quotidiano rotineiro e para transformar as tristezas em alegria: abrir o céu à terra e a terra ao céu.

Bento Domingues

Público, 29-06-08

Temos uma área marítima de fazer inveja. Está globalmente subaproveitada, qualquer que seja o ponto de vista: ecológico, econó-mico, científico, energético, de navegação ou turismo. Sem falar nos portos e na construção naval.

António Barreto

Público, 29-06-08

Qualquer medida que alivie a dor dos consumidores e das diferentes actividades económicas não os levará a alterar hábitos de consu-mo e métodos de produção. Sem o fazer, nunca poderemos ser competitivos, talvez nem sequer consigamos suster o nível da vida no padrão actual.

José Manuel Fernandes

Público, 27-06-08

O desporto, como riquíssima intermediação entre povos diversos, histórias autónomas, pessoas diferentes, tradições específicas, valores contrastantes, desapareceu. Evaporou-se, na consagração desta sua nova prática massificadora, inteiramente encapsulado num ciclo de euforia/abatimento, que é o ciclo do eterno retorno que anima o novo espírito desportivo.

(…) Que valores – patrióticos ou outros – são esses, que só se manifestam na euforia programada das televisões e das multidões por elas condicionadas?

Manuel Maria Carrilho

Diário de Notícias, 28-06-08