Sopa de Feijão!

Colaboração dos Leitores A velha senhora de 85 anos viajava para Lisboa. Ia visitar os filhos, que vivem na capital.

Nascera em Celorico de Bastos, próximo de Vila Real. Mãe de 9 filhos!

O marido, nos pinhais, fazia carvão, que depois vendia e ela… ajudava!

Sabendo das dificuldades daquele tempo, à volta da II Guerra Mundial, com 9 galfarros, cheios de saúde e apetite, não resisti e perguntei:

– Que é que lhes dava?

– Sopa de feijão!

E os galfarros fizeram-se homens sãos, escorreitos e… bem de vida!

Salvo os inconvenientes de flatulência, conhecemos bem o valor do feijão: fibras, hidratos de carbono, vitaminas (B1, PP, ácido fólico), minerais (potássio, fósforo, ferro, magnésio)… É especialmente rico em proteínas vegetais. O feijão é a “carne dos pobres”, como é conhecido!

Complementado com verduras e o nosso azeite português, estamos perante a típica cozinha mediterrânica. Parece-nos mesmo uma pena que a sopa de feijão não esteja suficientemente valorizada!…

As fibras, favorecendo o peristaltismo intestinal, ajudam a eliminar toxinas. Haveria bem menos carcinomas intestinais se comêssemos mais sopa de feijão. Bom anti-anémico – que o digam esses clínicos do foro oncológico que vivamente a recomendam a tantos dos seus pacientes!

Cá está uma boa sugestão para as nossas gerações mais novas, apaparicadas com pizas, hambúrgueres e batatas fritas, refletindo-se no avantajado da linha…

E que o feijão também protege os neurónios, está bem de ver!

Pois não é que a velha senhora me recita, direitinho, uma bela oração que ouvira, há tanto tempo ao Padre Miguel de Meimão (Sabugal) e que eu me apressei a escrever:

“Ó Jesus da minha alma, Pai do meu coração!

Perdoai os meus pecados, pois sabeis quais eles são!…

Nesta Vida, dai-me a Graça!

E na outra, a Salvação!”

O que o País devia era condecorar estas Mães de muitos filhos, úteis à sociedade, gente anónima, heróica, que nos fazem orgulhar das nossas raízes que abriram “novos mundos ao mundo”!

Maria Teresa Borralho Pereira, Aveiro