Samaritanos da Esperança

Encontro Europeu de Vocações Entre os dias 3 e 6 de Julho, Portugal acolheu, como um tempo de graça e alegria, o Congresso Europeu de Vocações. O tema “Samaritanos da Esperança para uma Europa com futuro humano e cristão” motivou os trabalhos dos 98 participantes, provenientes de 21 países, reunidos no Porto.

Este Congresso teve como marco a celebração dos dez anos da publicação do documento “In verbo tuo” (Novas Vocações para uma Nova Europa – NVNE), fruto do trabalho do Congresso Europeu de Vocações, realizado em Roma em 1997. Tal documento trouxe um novo alento à pastoral vocacional. Por isso, tanto nas conferências, como na partilha de experiências ou nos trabalhos de grupo, avaliou-se o caminho percorrido durante estes dez anos. E convidou-se, ao mesmo tempo, a olhar para o futuro com esperança.

Neste sentido, no início do Encontro, o Padre Jean-Pierre Leroy, Coordenador do Serviço Europeu de Vocações, citando o número 3 do Documento NVNE, recordava que “a esperança é o segredo da vida cristã. Ela é o respiro absolutamente necessário na linha de frente da missão da Igreja, e em especial para a Pastoral Vocacional. É preciso, pois, recriá-la nos presbíteros, nos educadores (…), em todos aqueles que devem servir à vida junto às novas gerações”. O Padre Leroy destacou, ainda, que esta esperança deve ser mais forte que todo o temor e toda a dúvida.

Dom Jean-Louis Bruguès, na sua conferência, fez perceber que a esperança é o ponto cego das sociedades secularizadas e animava a recuperar o gosto pela vida e pela eternidade, como a tarefa mais importante que hoje tem a Igreja. O escritor George Weigel e o Cardeal Patriarca Dom José Policarpo comentaram as transformações da cultura europeia nos últimos anos. Esta realidade, muitas vezes marcada pelo ateísmo e pelo imanentismo, provoca a Nova Evangelização.

O Padre Mario Oscar Llanos assinalou algumas estratégias pedagógicas da Pastoral Vocacional, entre as quais destacou a necessidade de semear no tempo oportuno, promovendo a vocação específica. Além disso, é preciso oferecer espaços de formação para os agentes vocacionais e alimentar desde a raiz, desde a interioridade, aquilo que não se vê, para que o que se veja seja forte, seguro e duradouro.

Em diversos momentos, remarcou-se que o ponto importante para a Pastoral Vocacional é o testemunho dos agentes pastorais. A não contradição entre o que se diz e o que se vive continua a ser a melhor “política de vocações”.

Insistiu-se que não há crise de vocações. Deus continua a chamar. A crise é de resposta. Por isso, é necessário que os agentes de pastoral, além de dar testemunho, acompanhem os jovens e lhes ajudem a ler a sua própria história. É assim que poderão descobrir a sua vocação, discernir o chamamento que o Senhor lhes faz, seja para o ministério sacerdotal, a vida religiosa ou o matrimónio cristão.

Estrella Rodríguez Rodríguez,

SDPJV (Equipa de promoção vocacional)