P.e Mário Ferreira, pároco de Oiã

O P.e Mário Ferreira ainda não se sentou a escrever o que vai dizer no dia 14 de Setembro, quando às 18 horas assumir a paróquia de Oiã, mas já tem algumas ideias. Partilhou-as com o Correio do Vouga: “Vou saudar todas as pessoas. Quero acolher todas as pessoas. Que ninguém fique de fora. Quero que saibam que estou ao serviço de todos. Vou lembrar o P.e Artur, que lá trabalhou até à morte. Vou dizer que quero que sejamos uma comunidade viva e uma comunidade dedicada aos mais desfavorecidos, na linha da programação pastoral da Diocese. Penso que também deverei ter uma palavra para as muitas associações que existem em Oiã. Sei que é uma terra muito dinâmica”. Nas palavras do P.e Mário Ferreira estarão também as pessoas das três comunidades que deixa, Trofa, Segadães e Lamas, de quem se vai despedindo aos poucos. “Há sentimentos bonitos da parte do povo e alguma «tristezita» – o que é normal. Andei com o povo, no meio do povo. Foram muitos anos juntos. Naturalmente, expliquei a minha saída. Disse-lhes que se trata de uma questão de comunhão com a Igreja e com o Sr. Bispo e que as necessidades pastorais assim obrigam. As pessoas compreendem”.

Nos últimos anos, o P.e Mário despendeu esforços para dotar as paróquias com infra-estruturas e é com satisfação que deixa as obras quase concluídas: as da igreja paroquial da Trofa estão a chegar ao fim (são da responsabilidade de um organismo estatal por se tratar de um monumento nacional); a nova residência paroquial, embora ainda não inaugurada, já está em uso; no Centro Pastoral da Trofa (onde se realizam as celebrações) só falta acabar o auditório; as obras da Igreja de Segadães é que avançam mais devagar, mas o exterior está concluído. A paróquia é mais pequena e tem menos recursos económicos.

Quanto a Oiã, o novo pároco ainda não pode dizer que conhece a paróquia, a maior de Oliveira do Bairro em número de pessoas, mas já por lá deu “uma volta” com o P.e António de Almeida Cruz, que coordenou o serviço pastoral no último ano. “Ainda é cedo para qualquer juízo”, afirma, “mas creio que será sempre necessário criar o sentido de comunidade, de «comum-unidade»”. Para já, ficou maravilhado com a igreja paroquial. O templo é grande em dimensão e um dos mais ricos em arte, devido às suas muitas pinturas. “Sinto-me mais pequeno numa igreja tão grande”, diz, referindo-se à sua própria altura, um pouco abaixo da média. E remata: “Mas eu berro alto”.

Manuel Mário Ferreira nasceu em S. Romão (freguesia de Santo André, Vagos), no dia 26 de Fevereiro de1969, e estudou no Seminário de Aveiro e no de Coimbra, onde concluiu o curso de Teologia em 1994. Foi ordenado padre no dia 11 de Dezembro de 1994, na Sé de Aveiro.

Nos primeiros anos de padre foi vigário paroquial de Águeda e professor de Educação Moral e Religiosa Católica na Escola Secundária Marques de Castilho. Desde 1998 era pároco de Trofa e Segadães, sendo, durante uns anos, professor no Instituto Duarte Lemos, na Trofa. Em 2005 assumiu igualmente a paroquialidade de Lamas do Vouga.