No dia 14 de Setembro, Luís Filipe da Costa Dias, missionário comboniano torna-se pároco de Ribeira de Fráguas (na celebração das 9h) e de Vale Maior (celebração às 11h).
Desde Setembro de 2007 na Diocese de Aveiro, o P.e Luís Filipe sente-se como “um missionário comboniano que é pároco, mas sem ser padre secular”. A sua vinda para a Diocese insere-se na pausa que os padres combonianos fazem de dez em dez anos. Em 1996 fez um tempo de paragem e formação no México. No ano passado optou por Aveiro, residindo na paróquia de Valongo do Vouga com o P.e João Paulo Sarabando, que conhece desde os tempos de Coimbra e de quem foi colega no curso de capelães militares. Ambos frequentaram a mesma escola teológica (ISET) nos primeiros anos do curso, um pelos Combonianos, outro pela Diocese de Aveiro.
“Vim sem projectos e comecei a colaborar com as paróquias que estão confiadas ao P.e João Paulo: Macinhata e Valongo”, refere ao Correio do Vouga. “Em Dezembro, o Sr. Bispo pediu-me que assumisse com o P.e Paulo Cruz a paróquia da Gafanha da Nazaré, a assim foi até há dias. Residindo neste espaço amigo e acolhedor [residência paroquial de Valongo do Vouga], deslocava-me todos os dias à Gafanha da Nazaré. Agora, o Sr. Bispo pediu-me que desse continuidade a Ribeira de Fráguas e Vale Maior”.
O trabalho de nove meses na paróquia da beira-mar foi vivido pelo P.e Luís Filipe com “simplicidade, honestidade e transparência”, evitando “confrontos” inúteis e criando “espaço para o diálogo”. As paróquias do arciprestado de Albergaria que agora surgem pela frente são “bem diferentes”. O missionário vai residir em Vale Maior e espera encontrar “um ambiente sereno” para “dar continuidade, numa linha de colaboração e partilha de responsabilidades, ao trabalho de 13 anos do P.e Francisco Melo”. Das novas paróquias diz que “os ritmos da catequese organizados e os compromissos dos leigos na acção pastoral e litúrgica” permitem encarar a nova missão “com serenidade”.
Trabalhar numa paróquia não é uma realidade estranha para um missionário, mas numa paróquia como as portuguesas será sempre “algo de passagem”. Interrogado pelo Correio do Vouga se voltaria para uma missão africana (o sonho e imperativo de qualquer discípulo de Daniel Comboni), o rosto do P.e Luís Filipe ilumina-se: “Voltaria amanhã. É condição do missionário estar sempre disposto a deixar tudo. África é a grande opção. Sem saber onde ou quando, mas sempre com a porta aberta e a possibilidade de partir”.
Luís Filipe da Costa Dias é natural de Gosende (Castro Daire, distrito de Viseu, diocese de Lamego). Completou 50 anos no sábado, dia 6 de Setembro. Estudou nos seminários dos Missionários Combonianos, tendo concluído o curso de Teologia em Londres, em 1986, ano em que foi ordenado diácono (na capital inglesa) e padre (já na Sé de Lamego, a 30 de Agosto). Esteve sete anos na África do Sul, dedicando-se à “primeira evangelização” de quem não tinha qualquer referência cristã. A partir de 1997, novamente em Portugal, empenhou-se na animação missionária e na formação de leigos. Entre 2002 e 2007 trabalhou em Londres, numa paróquia com forte presença de emigrantes africanos.
