PARTILHA A semana de Agosto que passámos em Taizé deu para redescobrir um sentido de fé e de vida. Estivemos juntos de uma fonte de sabedoria e paz. Foi isso que levou nove jovens da Diocese de Aveiro até França.
A equipa aveirense rezou e trabalhou em Taizé. Uns vigiaram a Igreja Românica da vila, outros coordenaram e serviram refeições aos participantes da semana, outros tomaram conta das crianças, rezaram, fizeram silêncio…
A experiência de ter lá estado marca. Foi uma aventura espiritual de grande relevo nas nossas vidas.
Vivemos com intensidade as celebrações, a oração, a diversão. Em Taizé, “coisas” que noutros ambientes afastam os jovens são vividas sem reclamações, ainda que por vezes meio ensonados – como me aconteceu num dos dias.
O convívio, no meio da diversidade de línguas, é vivido com muita fraternidade, partilha e divertimento. No Oyak, o local do convívio da comunidade, todos podiam expressar-se livremente, demonstrando a suas tradições.
Mas o que marca a semana em Taizé é o ambiente de oração que é criado na grande Igreja da Reconciliação. Cristãos de diferentes confissões rezam e partilham a mesma fé. Em pequenos grupos medita-se na Carta de Taizé, um documento-guia das reflexões.
Quando se entoava o Cântico 131 (“Cantarei ao Senhor”), os portugueses cantavam com mais emoção e só se ouvia a língua de Camões. Estavam quatrocentos e cinquenta portugueses em Taizé. Grande coro na língua lusa.
Fica agora a esperança de regressar para ao ano. Esta semana foi muito agradável e enriquecedora para os participantes que lá estiveram. Ninguém esquecerá a experiência de ir ter com Ele à Igreja da Reconciliação e rezar no silêncio que era proporcionado, fosse dia ou noite. Mas quando os diversos coros entoavam cânticos, nas mais diferentes línguas, a atmosfera de oração era igualmente boa e cheia de significado para todos.
Paulo Camelo
