A ética na praça pública

Uma pedrada por semana A torto e a direito ouve-se falar de ética, de exigências da ética nos diversos campos de acção pessoal e social. Agora, que se verifica o descalabro no mundo das finanças, governantes e governados do mundo inteiro, clamam pela necessidade de ética neste sector, até aqui dominado pela ânsia de lucro sem limites e de relações humanas sem moral nem outros valores que o dinheiro. Tudo mal no que se vive, tudo bem no que se pede.

Porém, não se mudam comportamentos e atitudes de vida por clamores de fora, mas sim por novos sentimentos de dentro. Não se muda de vida nem de critérios de acção sem valores morais e éticos radicados e orientadores.

O mundo rico é, por vezes, um mundo pobre, gerador de pobreza. Agora os grandes do mundo, com a corda ao pescoço, clamam pela necessidade de se reunirem e resolverem eticamente os problemas das finanças, porque, também assim, podem resolver os problemas dos mais pobres e da sobrevivência comum. Quando se bate no fundo, olha-se para o céu…

Acreditam eles que este é o caminho, o da ética e dos valores morais?

Nunca faz mal acreditar, nem que seja apenas para sobreviver. Os justos vivem da fé.

António Marcelino