Morreu o Doutor Leonardo Excerto da Homilia de D. António Francisco, Bispo de Aveiro, nas Exéquias do P.e Leonardo, na Igreja da Branca, no dia 3 de Janeiro de 2009.
De si, caríssimo Padre Leonardo, conservarei sempre o testemunho exemplar de quem acolhe, agradece e vive o sacerdócio como dom gratuito do amor eterno de Deus e como serviço permanente àqueles a quem Deus o enviava em cada manhã, para na nossa Catedral ser o sinal visível e sacramental deste amor no mistério insondável do perdão. (…) Quem esquecerá o testemunho exemplar e a presença alegre, mesmo que nos parecesse marcada pelo sacrifício, nos momentos de vida e de fé da nossa cidade e nas afirmações públicas desta mesma fé? (…)
Quantas pessoas tenho encontrado nas paróquias percorridas nas visitas pastorais que me falavam de si, caríssimo Padre Leonardo, como sendo o seu confessor habitual!
Não estranhei, por isso, que logo pela manhã ainda cedo, quando do Seminário me anunciavam serenamente a sua morte, o fizessem com estas palavras: “Senhor bispo, Deus veio buscar o nosso Padre Leonardo”, e que, passadas algumas horas, um sacerdote da diocese me tenha telefonado a dizer: “O senhor Padre Leonardo tem textos escritos de vida espiritual que não se devem perder”, e que pela tarde do dia de ontem [2 de Janeiro] um professor da nossa Universidade que habitualmente participava na Eucaristia dominical que o Padre Leonardo celebrava me tenha dito: “Como eu gostaria de ver publicadas em livro as suas homilias”.
Não resisto a transcrever algumas linhas de um belo texto que (…) encontrei no meu mail: “Desde os meus 17 anos que o senhor Padre Leonardo me confessou. Há muitos anos por isso. Entre jovens dizíamos às vezes ao vê-lo: «Um santo anda pelas ruas de Aveiro». Como era bom confessarmo-nos a ele: atento, paternal, sorridente, disponível. O seu confessionário era um lugar de perdão que não se pode perder!”
Já hoje, do outro lado da Atlântico, recebi esta tão sentida e sincera mensagem: “Unidos em oração. (…)Hoje já rezei missa. Amanhã a missa terá outra intenção especial, recordando todas as vezes que comi e comparti-lhei as refeições no Seminário de Aveiro com o padre, o confessor e doutor Leonardo…. Gostava e apreciava imenso o seu Humor e a Fé. Fé de batina preta e coração branco, mais branco do que a neve”.
