Paulo quer dizer pequeno;
Mas eu tenho na memória
Que houve gente pequena
Que foi gigante na História.
Lembro aqui Paulo de Tarso
Assanhado para Cristo;
A morte de santo eEstêvão
É a melhor prova disto.
Jesus um dia o esperou
A caminho de Damasco
Com luz intensa o prostrou
E ali mesmo o cegou.
Falou-lhe logo em seguida:
Saulo, porque Me persegues?
– De quem a voz que me fala?
-Sou Jesus. Ninguém me cala.
Que quereis então que eu faça?
-Vai e entra na cidade
Amparado dos amigos.
Eu sou a Graça e Verdade
Chamou Jesus um discípulo.
Vai a tal casa em tal rua,
Lá verás Paulo de Tarso
Que está cego, ora e jejua.
Senhor, eu ouvi falar
Desse homem façanhudo,
Ele quer arrasar tudo
E acabar com os cristãos.
Jovem, não fales assim,
Ele é um vaso de eleição.
Eu falei-lhe ao coração
Quanto há-de sofrer por mim.
Vai, e nos olhos põe-lhe as mãos.
Depois dá-lhe o baptismo.
Vencerá qualquer abismo
Para ensinar aos pagãos.
Paulo ergueu-se do chão;
Aos olhos voltou-lhe a luz,
Cobrou forças e alento,
Só falava de Jesus
Já não sou eu que vivo,
Em mim vive o Salvador.
Hei-de falar deste nome
Por todo o mundo em redor.
Ninguém me queira impedir
Nem por vida nem por morte,
Morrer para mim é lucro,
Ressuscitar n’Ele é sorte.
P.e José F. Fernandes, Mogofores
