Costa do Sal – Golf Resort O empreendimento imobiliário da Costa do Sal, que a Estia (empresa do grupo Martifer) e a Câmara Municipal de Vagos querem construir na Vagueira, só avança “se for possível levar a Ria até ao interior do empreendimento”, afirmou Carlos Martins, à margem de uma sessão de cinema patrocinada pela empresa de Oliveira de Frades e cujas receitas reverteram para uma associação de protecção de crianças.
O presidente do grupo Martifer atribui os atrasos no avanço do projecto aos estudos de impacto ambiental. Espera, no entanto, que nos próximos seis meses haja uma decisão sobre se avança ou não. Se houver alterações significativas ao projecto original, no que diz respeito à marina, à praia privada e aos lagos, o projecto “não avança”.
O presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, aquando da apresentação do projecto, em Abril passado, esperava que as obras arrancassem ainda este ano, mas tal já não será possível.
O empreendimento Costa do Sal – Golf Resort, recorde-se, consiste num hotel, dois campos de golfe, uma marina para 600 barcos de recreio, 400 moradias e 1400 apartamentos, entre outros equipamentos. Prevê-se que custe 800 milhões de euros e crie 850 empregos directos.
Empresa apoia solidariedade
A Martifer, através da Estia (empresa do grupo para o imobiliário), ofereceu a receita da estreia em Aveiro (Glicínias) do último filme do agente secreto James Bond ao Movimento de Defesa da Vida (MDV). Carlos Martins rotulou a iniciativa de “responsabilidade social” como “forma de pagar a dívida contínua que a Martifer tem para com a sociedade”.
O MDV trabalha principalmente em Lisboa e no Porto junto de famílias desestruturadas e com crianças em risco, com a finalidade de evitar que as crianças sejam retiradas para instituições. O trabalho das psicólogas e assistentes sociais deste organismo consiste em ensinar coisas tão simples mas que podem fazer tanta diferença como manter a casa arrumada, dialogar com os filhos, cumprir horários, alimentar-se saudavelmente, apoio escolar… O MDV (existe desde 1996) refere que só em 2007 evitou a retirada de 155 crianças de junto das suas famílias.
J.P.F.
