Obama ganhou, meio mundo vibrou e ainda não se calou. Este homem que fatalmente há-de desiludir muitas pessoas, como ele próprio admitiu logo no discurso da vitória, ganhou muito mais do que uma eleição presidencial. Venceu o preconceito, renovou a esperança e provou que “é pelo sonho que vamos”.
Laurinda Alves
Público, 07-11-08
Obama sabe falar e ouvir; vamos ver se também sabe fazer.
Pedro Lomba
Diário de Notícias, 06-11-08
Vão chegar ao fim oito anos de simplicidade, um tempo que todos os problemas do mundo tiveram apenas um nome: George W. Bush. Guerras, furacões, as temperaturas médias do planeta, bancarrotas bancárias – tudo, sem excepção, se pôde imputar a Bush, com assentimento geral.
Rui Ramos
Diário de Notícias, 05-11-08
Por causa de usos e abusos de práticas rituais e de imposições dogmáticas, há pessoas que preferem caminhos de meditação, de espiritualidade, de mística, em regime de isolamento ou de peregrinação. Quando, porém, se foge de manifestações exteriores, pode-se cair num intimismo alheio às questões da sociedade.
Bento Domingues
Público, 09-11-08
Seriamente ninguém pode ser contra a avaliação de desempenho como condição para a progressão profissional. Mas é intolerável que, dando sinais de crescente teimosia, [o Ministério da Educação] tente impor um modelo que não funciona, está mal pensado e ainda pior concebido.
José Manuel Fernandes
Público, 09-11-08
Face à contradição entre as provas e a sentença do caso saco azul [de Felgueiras], podemos ficar com uma conclusão para a posteridade: neste país só haverá condenações por corrupção quando corruptores e corrompidos se juntarem a uma só voz para reclamar a sua condenação. Ou seja, nunca mais.
Manuel Carvalho
Público, 08-11-08
Em Portugal é mais fácil levar um banco à insolvência do que vender uma bola de Berlim na praia.
Ricardo Costa
Diário Económico, 07-11-08
