Diácono ordenado no primeiro Domingo do Advento

D. António Francisco ordenou diácono (em ordem ao presbiterado), no Domingo, 30 de Novembro, o jovem João Manuel Gonçalves, de Espinhel, estudante de Teologia em Coimbra. Na mesma celebração, na Sé de Aveiro, instituiu no ministério dos leitores seis homens que em Julho de 2009 poderão ser ordenados diáconos permanentes.

O Bispo de Aveiro informou que a partir de agora reservará três datas para instituições e ordenações: o primeiro Domingo do Advento, o primeiro Domingo da Quaresma e o segundo Domingo de Julho. E pediu que se tenham em consideração estas datas, principalmente no Plano Pastoral Diocesano, em ordem a uma “sensibilização ampla e abrangente de toda a diocese”, para que, na altura das ordenações, possa haver a “oração de todos e a presença na Sé”.

Consumismo e crise

Sendo o Advento a preparação para o Natal, o Bispo de Aveiro referiu na homilia que já se notam “manifestações de abundância excessiva” no que ao consumo diz respeito. Para os cristãos, a “esperança radica no conhecimento de Cristo”, pelo que, afastando o consumismo, “importa saber repartir o que é supérfluo e excessivo”, quando a alguns falta “o essencial e indispensável”.

D. António Francisco realçou o Advento como tempo da esperança. Esta é ainda mais necessária quando o mundo vive umas “trevas inesperadas por causa da crise financeira”, o terrorismo tem efeitos devastadores, “a pobreza atinge mais pessoas e novas camadas da sociedade” e “uma onda de suspeição corrompe o tecido social estável”.

Os novos leitores

O percurso até à ordenação de diácono permanente tem duas etapas de carácter litúrgico. Primeiro, os homens, com mais de 35 anos, após uma preparação teológica, são instituídos leitores; depois, recebem o acolitado. Só depois destes dois ministérios recebem o primeiro grau do sacramento da ordem, o diaconado.

No Domingo, foram instituídos leitores António Manuel Machado Antunes, de Vagos; Carlos Alberto Lourenço Nunes, de Oliveira do Bairro; Dário da Rocha Martins, de Santo António de Vagos; Francisco José Conde Santos, da Torreira; João Dinis Julião, de Santo António de Vagos; e José Maria Tavares do Carmo, de Avanca.