Escola de teologia da Diocese é objecto de reflexão

O ISCRA, com os seus cursos e acções de formação, com a sua revista e as suas escolas arciprestais, ainda é um célebre desconhecido por parte de paróquias, grupos, movimentos, serviços, enfim, cristãos em geral. Esta foi uma das conclusões da reflexão que ocupou 25 elementos do Conselho Diocesano de Pastoral que no dia 19 de Novembro se reuniram no Seminário de Aveiro, sob presidência de D. António Francisco, para reflectir sobre a escola da diocese que tem como finalidade principal a formação cristã.

Sem pretender enumerar exaustivamente a reflexão produzida, apontam-se alguns aspectos partilhados: o ISCRA é pouco conhecido; está associada à sua formação a ideia de que é cara; algumas das suas acções estão conotadas com as elites; algumas pessoas e instituições nem sempre foram bem acolhidas na escola; os cristãos não conhecem a escola porque não sentem necessidade de formação… Salientaram-se, também, aspectos positivos da acção do ISCRA, como a formação teológica ao nível de outras escolas de prestígio, ou os casos de sucesso na formação de agentes de pastoral.

Num segundo momento, os conselheiros visionaram uma apresentação sobre a escola e alguns ficaram surpreendidos com a história e missão do instituto: o ISCRA foi fundado há 19 anos; desde 2001/02 teve mais de dois mil alunos nos seus vários cursos; confere uma licenciatura graças à associação a um instituto espanhol; foi a primeira escola de Teologia a ter ensino à distância; desenvolve acções na sede (Seminário de Aveiro) e fora da sede.

Num terceiro momento, os conselheiros deram opinião sobre o que a Diocese deveria e poderia esperar da escola. Sendo o CDP um órgão de aconselhamento baseado na livre partilha, houve opiniões contraditórias, como as que tendem a pedir ao ISCRA que coordene o que diz respeito a formação cristã nos diversos âmbitos da vida eclesial e as que acham pedir isso pode ser abafar o natural dinamismo dos grupos e movimentos que desejam formação específica; ou as que acham que o ISCRA deve apostar na simplicidade de linguagem – porque o nível cultural dos cidadãos é baixo –, e as que consideram que faz parte do código genético da escola o diálogo com o mundo cultural, das elites, do ensino superior.

A reflexão sobre este tema foi pedida pelo Bispo de Aveiro a diversos órgãos, na sequência da nova direcção (encabeçada pelo P.e Querubim Silva), em consonância com o plano pastoral, que prevê uma reflexão alargada sobre a formação cristã, na aproximação do vigésimo ano de actividade da escola e após a Santa Sé ter publicado um docu-mento sobre os institutos superiores de Ciências Religiosas. D. António Francisco já o havia afirmado noutra ocasião e repetiu-o aos conselheiros: a Diocese tem de conhecer e amar o ISCRA e este tem de conhecer e amar a Diocese.