Com mais ou menos buracos Durante um mês a Câmara Municipal de Aveiro instala-se na freguesia mais a sul do concelho — Nariz.
Com bandeiras hasteadas na Junta de Fre-guesia, os Presidentes da Assembleia de Freguesia e da Junta de Freguesia, respectivamente Fernando Marques e Manuel Arede de Jesus, deram as boas vindas ao Executivo Camarário, apressando-se, desde logo, a apresentar um rol de carências e indicando já pistas para melhores dias das gentes de Nariz, uma terra já a cheirar a Bairrada. Das carências anotamos, em especial, o desejo de se finalizar a construção do campo de futebol, o polivalente, a revisão da rede eléctrica e saneamento e acelerar as obras das ruas que estão a dar mau aspecto àquela localidade que também precisava mais transportes dos Serviços Municipalizados para que as gentes de Nariz não fiquem tão longe da sede do seu concelho, como dizia o Munícipe Amândio Boaventura. A construção de um Centro de Dia é urgente, como nos referiu o Presidente Manuel Arede. Alberto Souto procurou dar soluções para os munícipes de Nariz que se vão queixando. Porém, em tempo de tanta tormenta todos ralham e nenhum terá razão. Alguns, muitos, até têm carradas de razão!
Na hora de encerrarmos esta edição não nos podemos alargar mais. Prometemos voltar a Nariz, porque bem precisa de ser lembrada.
Acabe-se com ditaduras e fugas
para Viseu e Coimbra
A sessão de abertura de Nariz Capital por um mês evidenciou-se por aspectos bem positivos e críticas a todos os níveis.
O vereador social democrata, Victor Marques, com Domingos Cerqueira foram os que mais se evidenciaram. Para o primeiro torna-se urgente a transferência de 50 por cento do montante devido às juntas de freguesia por causa da delegação das transferências.
O Presidente respondeu que desejara a Autarquia poder já transferir não 50 por cento mas 75, só que quem não recebe não poderá cumprir e que esta lacuna tem sido compensada, de alguma maneira, com subsídios extraordinários.
Para o Vereador Domingos Cerqueira chegou-se a um estado de autêntica ditadura. Referia-se a uma apatia das forças vivas de Aveiro em se acomodarem com as transferências de estruturas importantes quer para Coimbra, quer, agora, para Viseu. “Eu sou da terra dos ovos moles mas não sou um homem mole e estou disposto a encabeçar movimentos cívicos dizer: Basta, basta de tanto silêncio! O que se dizia ontem porque se cala hoje? disse numa referência clara também à comunicação social e deputados.
De uma maneira ou outra esta posição foi bem acatada por todo o Executivo e a caravana irá mesmo para a rua?!
D.R.
