As cores do Correio do Vouga

O nosso jornal Tal como teve vários formatos ao longo dos 78 anos de história – cinco, para ser exacto –, o Correio do Vouga teve também diferentes cabeçalhos: um primeiro; um segundo que teve várias modificações ao longo dos tempos; e um terceiro, baseado no segundo, mas muito diferente.

Na recente remodelação, diversas opiniões manifestaram-se contra o abandono do “cabeçalho de sempre”. Algumas pessoas disseram que assim o jornal perdia “personalidade”, tornava-se vulgar, perdia “ligação ao passado”, deixava de ser “o nosso Correio do Vouga”… Para além das cores… que “não lembram a ninguém”.

Naturalmente, a decisão da mudança não foi fortuita. A opção pelo formato do cabeçalho, pelas cores e pelo tipo de letra obedeceu a critérios e esteve sujeita ao debate interno e à opinião de especialistas. Talvez no futuro mudanças deste tipo possam ser submetidas ao universo dos leitores, através da Internet, por exemplo…

Sobre a mudança, há que notar o seguinte: o cabeçalho abandonado não era “o de sempre”. Era o de 2005-2008, baseado num outro mais antigo, que foi sofrendo diversas modificações. O primeiro de todos é reproduzido nesta página. Poucos leitores se lembrarão dele.

Agora, optou-se por cores e tipo de letra mais directos, que falem mais aos leitores, que não dificultem a leitura. Num tempo em que todos os meios competem para captar a atenção dos leitores (ou da audiência), também os pequenos meios têm de ser mais directos na linguagem visual que usam – porque, em última análise, vivem dos e para os leitores. Não se trata de ceder a matérias ou a tipos de jornalismo sensacionalista e de baixo nível. A imagem mudou, mas o carácter do CV não.

Uma última nota sobre as cores do cabeçalho. Houve um tempo em que era preto. Noutra fase tinha a cor que estava disponível na gráfica. A seguir teve tons laranja. Ultimamente teve o azul e verde da bandeira da Diocese (azul da ria e do mar; verde dos olhos de Santa Joana…). Agora é azul e vermelho. No vermelho sobressai que o CV é o “Semanário da Diocese de Aveiro”.

Porquê azul e vermelho? Basicamente por serem cores directas que combinam. Comunicam bem. Há, é claro, uma referência ao azul de Aveiro, feito de céu, ria e mar. E o vermelho apontará sempre para o fogo do Espírito, para o Sangue de redime. Por fim, num jornal de matriz católica, nunca será descabido lembrar que azul e vermelho são as cores tradicionais da Mãe de Deus.

J.P.F.