No Domingo da Ascensão de Jesus, foi inaugurado o Centro Paroquial. O Bispo de Aveiro pediu à comunidade de Rocas do Vouga sentido de missão no mundo
D. António Francisco encerrou a visita pastoral a Rocas do Vouga, no Domingo, 24 de Maio, inaugurando o centro pastoral paroquial, obra cujos primeiros passos foram dados há 50 anos, quando se apla-nou o terreno, mas que só foi começada em 2004 e concluída em 2009, graças ao esforço e generosidade dos cristãos de Rocas e à determinação do pároco, P.e Licínio Cardoso, como notou o Bispo de Aveiro.
“O Centro Paroquial de Rocas do Vouga ajuda a olhar para o futuro com esperança e a compreender melhor o que Deus quer de nós. Será um sinal visível da unidade de toda a comunidade, de acolhimento a todos”, disse o Bispo de Aveiro.
Na celebração que concluiu a visita pastoral, no dia litúrgico da Ascensão de Jesus, o Bispo de Aveiro convidou os cristãos a partirem “ao encontro do mundo”, porque a “a festa da Ascensão é a festa do futuro do mundo”. A Ascensão significa que “Jesus vive para sempre junto de Deus” e significa o “sentido de missão de cada um de nós para o mundo”. O mundo é a família, a escola, “a nossa terra”, a empresa ou o trabalho, a “terra que lavramos e trabalhamos”, o compromisso na vida social, cultural e política – esclareceu.
D. António Francisco lembrou que durante a visita foi a todos os lugares e escolas, falou com jovens, idosos e doentes, e conheceu a Fundação Bernardo Barbosa de Quadros, uma instituição de solidariedade social “com que a Igreja se sente comprometida”.
Celebrando-se o 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais, D. António Francisco realçou o uso das novas tecnologias, “sem medo dos perigos, mas atentos aos perigos”, notando que podem contribuir para viver a amizade, na linha da mensagem papal para o dia, e estar ao serviço na nova evangelização.
Numa celebração muito participada e com grande percentagem de crianças e jovens (foram crismados duas dezenas de jovens e adultos), o Bispo de Aveiro lamentou não projectar três ou quatro frases no ecrã, como foram projectados os cânticos, usando uma nova tecnologia, porque tinha muito para comunicar.
Logo no início, o P.e Licínio Cardoso agradeceu pela comunidade a visita pastoral. Rocas do Vouga sentiu-se próxima do seu Bispo, que foi “ao encontro de todos sem excepção, com rosto e palavras de fé, alegria e afecto”.
Ao serviço da paróquia, do arciprestado e da diocese
O centro pastoral de Rocas do Vouga foi construído para servir a paróquia, mas está igualmente ao serviço do arciprestado e da diocese de Aveiro. É uma estrutura única no seu género, em Sever do Vouga.
“Neste espaço podemos acolher grupos de dimensões razoáveis, que aqui poderão passar a noite em regime de acantonamento”, explica P.e Licínio Cardoso. Além das seis salas que terão como finalidade imediata acolher a catequese, o centro tem serviços de apoio como uma cozinha e casas de banho com duche. Tem ainda um auditório com 120 lugares, mais um salão e uma capela mortuária. No mesmo edifício está integrado um T1 que poderá servir de residência paroquial. A actual residência paroquial, uma casa antiga, de pedra, está ocupada pelos escuteiros (o pároco vive em Sever do Vouga).
O Centro Paroquial custou 350 mil euros, faltando angariar 170 mil para pagar a obra. O pároco realça que é o povo de Rocas do Vouga que está a suportar, praticamente na totalidade, o custo da obra. A Câmara Municipal de Sever do Vouga deu 12 mil euros.
