Laura Vaz parte hoje para Moçambique, onde colaborará durante um ano na missão das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.
Aposentada da função pública, e tendo nos últimos anos coordenado a Fraternidade Nuno Álvares (organização dos antigos escuteiros), na Região de Aveiro, Laura Vaz parte como leiga missionária dos Carmelitas Descalços. Esperam-na as crianças do orfanato da missão de São Roque, a 80 km de Maputo, e uma leiga missionária, de São João da Madeira, que já se encontra na antiga colónia há um mês.
“O meu trabalho vai ser acompanhar as crianças que estão na missão depois de irem à escola. Vou ajudá-las a fazer os trabalhos de casa, ensinar-lhes pequenos trabalhos domésticos, fazer jogos com elas”, conta ao Correio do Vouga.
Laura Vaz espera aplicar algumas técnicas e dinâmicas que usava como escuteira e como professora de Trabalhos Manuais que foi durante uns anos, antes de terminar a carreira profissional como administrativa do ministério da Saúde, mas sabe que quase tudo o que leva para fazer pode não ter aplicação. “Tenho algumas ideias, mas quando lá chegar, tudo pode ser diferente. Mais do que as ideias e o computador – que a PT me deu – , levo espírito de serviço”, afirma.
Na altura da partida, as saudades são já “mais do que muitas”, principalmente dos dois filhos, de 26 e 30 anos. Mas como “apoiam incondicionalmente” o seu projecto, Laura Vaz parte com um grande sentimento de confiança e muita disponibilidade para esta missão que vai durar 12 meses.
