O Caminho Neocatecumenal não é um movimento

Esclarecimento Reportando-me à edição do Correio do Vouga de 21 de Janeiro passado, nas notícias da diocese, concretamente da paróquia de Avanca, escrevia-se ali várias vezes “Movimento Neocatecumenal, movimento de espiritualidade…”

Na sua essência, e objectivamente, o Caminho Neocatecumenal (C.N.) é uma realidade distinta e compreendê-la é decisivo. Muito sucintamente, limito-me a citar o Papa João Paulo II, quando afirma depois de ver os frutos do C.N.: “… Reconheço o Caminho Neocatecumenal como um itinerário de formação católica, válida para a sociedade e para os tempos de hoje” (AAS 82, 1990, 1513-1515). A frase é citada no art. 1 dos Estatutos aprovados pela Santa Sé em 11 de Maio de 2008. Sobre a natureza do C. N., no parágrafo 2 diz-se: “O C.N. está ao serviço do bispo como uma das modalidades de realização diocesana da iniciação cristã e da educação permanente da fé”. E em todos os estatutos nem uma só vez se diz “movimento”. Além da mais citada expressão “Caminho Neocatecumenal”, diz-se “itinerário e modalidade de realização da iniciação cristã”, “obra a favor da nova evangelização”. O neocatecunado é um instrumento ao serviço dos bispos para redescoberta da iniciação cristã por parte dos adultos baptizados… No artigo 23, parágrafo 1, depois de se expor todo o itinerário a viver em pequenas comunidades, em jeito de conclusão, afirma-se: “Deste modo, o C.N. contribui para a renovação paroquial segundo o desejo do Magistério da Igreja de promover «novos métodos e novas estruturas», que evitem o anonimato e a massificação, e de conside-rar a «paróquia como comunidade de comunidades», que “descentralizam e articulam a comunidade paroquial»” (cfr. João Paulo II, Discurso à Conferência Episcopal dos Bispos do Ontário, L’ Osservatore Romano, 5 Maio 1999; RM, 51).

P.e Virgílio Maia