Se a corrupção for de esquerda, só a direita reage. E vice-versa. Se for autárquica, só o poder central se insurge. E reciprocamente. Se for pública, só os privados protestam. E ao contrário. Se for de um partido, aos outros de contrariar. E assim por diante.
Quer isto dizer que não existe qualquer espécie de tradição ou de “cultura” contra a corrupção, a promiscuidade e a “cunha”.
António Barreto
Público, 29-03-2009
Vivemos no país do logo-se-vê. Do pode-ser-que. Do em princípio. Do se-tudo-correr-bem. É qualquer coisa que deve estar nos genes.
Alice Vieira
Jornal de Notícias, 28-04-2009
Portugal precisa de vozes livres, capazes de dizerem o que pensam e sem medo de desagradar.
João Marcelino
Diário de Notícias, 28-04-2009
O sentimento de insegurança é real. Não é uma invenção dos média.
João Vieira Pereira
Expresso, 28-03-2009
Uma maioria absoluta, se não for monolítica, se ouvir os outros partidos, ajuda. Não pode é ser uma maioria de pensamento único.
Belmiro de Azevedo
Diário Económico, 27-03-2009
Enquanto se acaba e não acaba o mundo, enquanto se põe e não se põe o sol, por que não nos dedicaremos a pensar um pouco no dia de amanhã esse tal em que quase todos nos ainda estaremos felizmente vivos?
José Saramago
Diário de Notícias, 25-03-2009
