Cristãos apaixonados ou indiferentes?

Está escrito O teólogo explicará que não é possível ser cristão sem sê-lo apaixonadamente. O sociólogo, por seu lado, afirmará que o cristianismo do futuro, ou sê-lo-á apaixonadamente ou simplesmente não será cristão, porque os “católicos pouco ou nada praticantes” converter-se-ão em “indiferentes” quase sem se darem conta, supondo que ambas as designações não sejam simplesmente intercambiáveis. De facto, nos estudos sociológicos oscilam bastante as percentagens dos que se declaram “católicos não praticantes” e dos que se declaram “indiferentes”, mas a soma mantém-se constante, pelo que alguns sociólogos sugeriram a hipótese de que são categorias tão pareceidas que os mesmos indivíduos poderiam declarar-se uma vezes “católicos não praticantes” e outras vezes “indiferentes”.

Luis González-Carvajal,

“Los cristianos del siglo XII”, Ed. Sal Terrae, pág. 107-108