A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular escreveu um ofício (OFC-DGIDC/2009/DSDC) a dar orientações para a distribuição de serviço dos professores de EMRC – colocando-os com os mesmos direitos e deveres dos outros professores, excepto em muita coisa! A Comissão Episcopal da Educação Cristã publica um comunicado da Comissão Episcopal da Educação Cristã a propósito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
A notícia tem eco na imprensa (veja-se jornal Público de Domingo, 2009-06-07).
On line, solta-se a tolerância “contra” esses profissionais “usurpadores”. Por exemplo, um anónimo do Porto faz notar que “… para completar horário atribuem-lhes disciplinas ou funções para as quais, ainda que habilitados, não foram sujeitos a concurso, estando portanto em vantagem em relação a outros candidatos… será justo? (Estou a recordar-me do caso de um professor de Ílhavo, Aveiro, que, sendo de EMRC, chegou a Presidente do CE e é agora Director de Escola… e , lá está, colocado pelo Bispo, primeiro. Depois, devagarinho e com “muita moral” foi trepando até à posição actual, mas sem concurso de acesso à carreira!)
Obviamente… a resposta:
“Os professores que conheço são, como todos os professores, profissionais sérios e pugnam por ser competentes. A maioria são leigos e preparam-se (como opção vocacional) para o ensino! Têm curso superior (em Teologia ou Ciências Religiosas); especialização em várias áreas, como Administração Escolar; Pós-graduações em Ciências da Educação, Mestrados (relação Igreja-Estado, por exemplo). Alguns são doutorados; outros fazem investigação para o mesmo grau académico. Dentro do quadro legal existente, concorrem para QE. Depois, pelas aptidões que colocam ao serviço da missão da escola pública, também concorrem (sem trepar) aos órgãos de Administração e Gestão. As DRE aceitam as suas candidaturas para Comissões Administrativas; pelo DL 115-A/98, são eleitos pelos seus pares para presidirem a esses órgãos; pelo DL 75/2008, apresentam a sua candidatura (em concurso público) para Directores e são seleccionados; eleitos; …tomam posse. Um dia, se uma medida legislativa determinar que a escola pública não quer EMRC, ou esses profissionais na escola, partem à sua vida, como todos os portugueses que são desempregados e têm de reiniciar outro percurso. Contribuindo para a escola prestar sempre melhor serviço… missão cumprida!”
Desportivamente…
…pelo desporto!
