Miniaturas de barcos em exposição A AGIG – Associação de Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré tem patente ao público, até ao próximo dia 19, no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré uma exposição de miniaturas de embarcações, com o objectivo de dar a conhecer os artesãos daquela cidade que se dedicam ao artesanato naval, e a qualidade dos trabalhos por eles executados.
Esta exposição ocupa duas salas e o hall de entrada do Centro Cultural, e apresenta dezenas de trabalhos, desde miniaturas de barcos usados na pescas artesanal na ria e na costa aveirense, até réplicas de embarcações da época dos descobrimentos, passando por reproduções feitos à escala de antigos lugres do bacalhau e de outros tipos de navios. Apesar dessa quantidade, Óscar Fernandes, presidente da ADIG, considera que “aqui não temos nem metade daquilo que há na Gafanha da Nazaré”. Devido a essa quantidade, e também pela qualidade das peças, a associação está a desenvolver esforços para criar um museu temático na Gafanha da Nazaré, que poderá ficar instalado no espaço actualmente ocupado pelo Mercado.
O futuro museu “não fará qualquer tipo de concorrência ao Museu Marítimo de Ílhavo, como actualmente o Navio-Museu Santo André também não faz concorrência àquele museu, porque será complementar. O futuro museu, que queremos instalar na Gafanha da Nazaré, é um museu temático”.
Acervo para o futuro museu já há. Para além do material exposto nesta mostra, “a grande maioria das pessoas estão dispostas a ceder todas as suas peças quando houver um museu aqui na Gafanha da Nazaré. Será natural que, como acontece em muitos museus, muitas dessas peças fiquem expostas no futuro museu ainda que continuem sendo propriedade dos seus actuais donos. Mas há muita coisa que também seria oferecida ao museu”.
Para a realização deste evento, a ADIG contou unicamente com o apoio do Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, que cedeu as duas salas. Na entrada, estão trabalhos de maiores dimensões, executados por Manuel Soares Sardo.
Na primeira sala, o principal acervo tem a ver com as embarcações tradicionais da ria e são trabalhos de Marcos Cirino da Rocha e de Francisco Soares, mestre Chico.
Na segunda sala, há trabalhos de Manuel Óscar Fernandes, de José Alberto Silva Ribau e de Manuel Mário Cravo Bola.
Esta exposição, organizada pela ADIG, bem merece uma visita de todos os que mostram algum interesse pelas coisas da nossa ria, algumas das quais começam a ser autênticas peças de museu.
