QUERCUS E CEGONHA contra nova proposta do traçado do IC1

A QUERCUS – Associação Nacional de Conservação da Natureza e a CEGONHA – Associação de Defesa do Ambiente de Estarreja, apesar dos esforços dos que a querem destruir, não aceitam que parte da Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro possa ser invadida por uma auto-estrada, o IC1, com a justificação única de cumprimento duma promessa eleitoral que nunca deveria ter sido feita, indo contra as decisões técnicas que aconselharam o traçado nascente da Linha do Caminho de Ferro, o qual havia sido aprovado.

Aquelas organizações continuam a considerar como mais acertada uma concepção de ordenamento do território que conduza à possibilidade deste troço da auto-estrada IC1, entre Angeja e Estarreja, ser sobreposto à auto-estrada A1, opção que infelizmente já não pode ser usada entre Estarreja e Maceda por já estar em construção, mas que seria a de menores impactos ambientais.

Assim, aquelas associações ambientalistas exigem que seja aberto um novo processo de avaliação do impacte ambiental, no qual deverão ser comparadas as alternativas anteriores a nascente com a proposta a poente, por ser esta altamente prejudicial para a Zona de Protecção Especial da Ria de Aveiro.

A QUERCUS e a CEGONHA apelam às populações do concelho de Estarreja, nomeadamente de Fermelã, Canelas, Salreu e Avanca, para que não desanimem e reclamem contra a alternativa a poente do Caminho de Ferro, porque será uma permanente fonte de ruído e de poluição atmosférica e hídrica, com a contaminação imediata dos terrenos do Baixo Vouga.