Assembleia Municipal de Aveiro suspende votação do Plano e Orçamento

Depois da proclamação de obras Depois de dois interregnos, por cinco minutos, a Assembleia Municipal de Aveiro acabou por suspender a votação do Plano e Orçamento da Autarquia para 2004, após não se ter chegado a uma conclusão de que havia alguns erros em verbas, uma diferença de valores referentes à venda de terrenos e transferências de capital que constavam dos documentos entregues às bancadas.

Esta discussão de números, o apelar-se constantemente aos economistas para se fazer luz, levou a que a sessão da Assembleia fosse interrompida por duas vezes para discussão ou estratégia política de bastidores. O caso voltará a nova sessão no dia 19, (uma Assembleia encetada em Dezembro), agora, certamente, com a lição de matemática bem estudada para se analisar de novo os erros detectados, que o Executivo disse serem de computadores, acrescentando que iriam ser rectificados, não deixando, porém, o autarca, Alberto Souto, de qualificar estas discussões, depois de se ter justificado, de aspectos pouco relevantes, lamentando, todavia, o tempo que se perdeu. Porém, a oposição, muito em especial o PSD, não gostou da atitude num regime democrático. O PS, por seu turno, não inviabilizou a suspensão, até para que tudo fique bem clarificado e que não prevaleçam dúvidas sobre o caso específico em discussão e outras interrogações que possam surgir.

Ferry boat

Antes destas lutas acesas a discutir cifrões ou euros (ouro tão preciso nestes tempos de crise) o Presidente da Autarquia fez o balanço da actividade. Começaria por evidenciar um Orçamento ambicioso (sic) documento que assenta em três linhas de força: Educação, saneamento e rede viária e uma nota positiva, quanto ao autarca, no sector social, requalificação do parque educacional e jardins de infância distribuídos por várias freguesias do concelho.

Quanto ao saneamento o concelho está totalmente coberto, faltando apenas uns troços na freguesia de Oliveirinha.

Alberto Souto aludiu às 21 habitações em Cacia e ao parque urbano de Esgueira, no Carramona e ao Parque Urbano de Sá-Barrocas.

A Zona do Euro 2004 esteve em foco nas palavras do edil sublinhando tratar-se de uma futura “sala de visitas da região aveirense”.

Mercado Manuel Firmino, Polis, Centro Cultural de Esgueira, foram estruturas destacadas pelo Autarca e anunciou que o ferry boat para São Jacinto será uma realidade na próxima primavera. Como realidades serão os táxis marítimos a as concretização das cinco grandes avenidas das sete idealizadas. E será também o ano da conclusão do túnel da estação,” um ano recheado de obras a concretizar,” sublinhou Alberto Souto.

Deixará de ser sonho, também, a pista de remo do Rio Novo do Príncipe, adiantando que todas estas obras (e outras enumeradas) custarão 124.000.000 de euros.

Anunciou ainda que vai procurar estreitar um maior relacionamento com as Juntas de Freguesia com maior distribuição de poderes, um novo modo das Juntas poderem participar mais activamente na vida do município. Para Alberto Souto este ano será, o ano de novas empresas de mobilidade.

Entretanto a Câmara admite contrair um empréstimo bancário para saldar dívidas aos fornecedores ou empreiteiros, podendo, deste modo, sanar, um pouco, um universo de lamentações que acodem ao Executivo de todos os lados, transformando assim as dívidas de médio para longo prazo, uma situação que advirá de muitos factores da crise, designadamente como se defende o Edil, de financiamento por parte do Estado em obras que ao Governo pertenceria, saldar como, por exemplo, as estruturas do euro 2004 obras.