Igreja Ortodoxa em Aveiro também celebrou o seu Natal partilhado com imigrantes

Uma Igreja às escuras, uma vela acesa na mão

do Presbítero Simião dos Reis; um incensar todo o templo de S. Tiago, no lugar de Santiago, eis mais uma cerimónia natalícia ortodoxa que decorreu na Igreja de S. Tiago,

nas proximidades da Universidade e do Seminário

de Santa Joana, uma celebração da Igreja Ortodoxa em Portugal, da Vigília da Natividade do Senhor.

Esta celebração ortodoxa, que este ano teve a participação de cristãos ortodoxos imigrantes no nosso país e na região de Aveiro.

Uma Celebrações, pejada socialmente de simbologia e vivência cristã ortodoxa, que durou mais de três horas, e que se vêm já a realizar há anos no primeiro domingo de cada mês com a participação naquele templo católico, da Paróquia da Glória, espaço cedido pela Diocese de Aveiro.

O Natal Ortodoxo foi celebrado em seis de Janeiro. A Comunidade também celebra, o Natal de 24 para 25 de Dezembro, mas só no dia 6 de Janeiro se cumpre o calendário juliano, um atraso de 13 dias, em relação ao ano civil.

O Presbítero Simeão dos Reis e Vigário Metropolitano, presidiu. Esta celebração ortodoxa e da liturgia de São Crisóstomo e São Basílio desenvolve-se na língua do próprio país e sempre cantada, o que demora bastante mais tempo , mas “o que são três ou quatro horas em comparação com a eternidade?” — diz-nos o Vigário Metropolita Simião Reis.

AVigília da Natividade do Senhor celebrada pela Igreja Ortodoxa em Portugal, de São Nicolau, em Aveiro, é também um contributo de aproximação de gente imigrante, sendo, igualmente, para se escutar a proclamação – Mensagem de Natal e Ano Bom dos Arcebispos da Polónia, e outros Arcebispos e Bispos (ortodoxos) desde a Polónia ao Brasil.

Nesta mensagem foi escutada a palavra de esperança num mundo melhor e de paz.

Na Mensagem de Natal do Santo Sínodo dos Bispos da Santa Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polónia falou-se do Natal; fez-se um apelo à paz em todo o mundo. Eis um extracto dessa mensagem:

“Caríssimos Irmãos e Irmãs: Ao celebrar o Nascimento de Cristo, não nos esqueçamos dos problemas gerados por cada um de nós. Hoje, em todo o mundo, somos testemunhas do enfranquecimento da fé e do amor a Cristo. As pessoas em todo o mundo, estão cada vez mais preocupadas com a sua própria segurança material, mais do que com as suas necessidades espirituais. O mundo parece estar a cair num abismo de pecado, ao invés de manter-se firme na “ única coisa necessária (LC. 10-42) O secularismo e a globalização da vida contemporânea estão a marcar negativamente as nossas necessidades espirituais.

A nossa missão hoje é organizar o mundo de tal forma que a justiça não seja destruída, e não permitir que a nossa saúde espiritual seja minada. O Santo Evangelho, com os seus ensinamentos, deveria ser tido por todos os povos, na mais alta estima. É com uma tal mensagem específica que pretendemos entrar e fazer sentir a nossa presença na Europa.”