Povo de São Jacinto com os seus Bombeiros Será o Povo de São Jacinto que, com os seus Soldados da Paz, com a cooperação das autarquias, e ainda um tanto
com a sua Base de Pára-quedistas, não se olvidando todo um trabalho social e cívico-religioso que a Paróquia tem dado, que terão de salvar o ainda isolamento desta terra
que fica a 50 quilómetros (por terra) da Praça da República, ali em frente do grande tribuno da liberdade, José Estêvão.
É este, também, de algum modo, o pensar do Comandante dos Bombeiros Novos de Aveiro, António Marques, a propósito do que se tem feito naquela terra desde que ali foi erguida uma guarita de sentinela de segurança da região — a Secção de Bombeiros de São Jacinto.
Há mais de dois anos que a Secção de São Jacinto da Corporação Guilherme Gomes Fernandes — vulgo Novos —, vem a exercer um excelente trabalho naquela fregue-sia, apesar das dificuldades de carências estruturais.
Para duas dezenas de homens, que ali têm exercido a sua missão, abrem-se novos horizontes de bem servir aquela comunidade com uma vasta área de acção, quer em terra, quer no mar ou na ria.
Anuncia-se que a Junta de Freguesia cedeu já um terreno para se erguer um quartel, onde os Soldados da Paz possam exercer a sua missão. “As instalações, até agora utilizadas, são exíguas e sem condições, quer para o corpo activo, quer para o parque de viaturas” , disse-nos o comandante da Corporação Guilherme Gomes Fernandes, António Marques, explanando-nos toda uma estrutura que ali se tem montado para uma região que é insegura em todas as vertentes.“Os 20 homens, nascidos naquelas paragens, são gente que está atenta, porque vive bem na pele as dificuldades distante dos seus concidadãos. A Secção tem sido, mesmo com as carências bem patentes, uma estrutura ao serviço não só das populações, mas de toda uma zona diversificada de mar e terra, de laguna e floresta, reserva natural e ainda da Base que, quando precisa, nos pede a nossa colaboração, designadamente nos saltos. Uma comunidade “bombeiral” que vive da e para a comunidade” comentou-nos o comandante António Marques, adiantando-nos que são 20 homens, com a colaboração da população, ao serviço da comunidade 24 horas por dia.
É esta estrutura de solidariedade que agora irá passar por novos voos. Um novo imóvel surgirá, segundo aquele dirigente.
A solução foi encontrada perto das actuais instalações num armazém industrial que até há pouco tempo era ocupado por uma empresa de componentes electrónicos, propriedade da Junta de Freguesia.
Faltará agora lavrar protocolo de cedência gratuita do espaço por 15 a 20 anos o que deverá suceder dentro de dias, segundo o edil de São Jacinto.
A Secção dos Bombeiros Novos, em São Jacinto, tem presentemente 20 homens e um parque automóvel com uma ambulância de emergência, uma viatura de intervenção urbana e duas de actuação na floresta e ainda uma embarcação, uma polivalente, uma florestal, industrial, com outras estruturas capazes de actuarem no areal.
Com estes novos equipamentos a Secção dos Bombeiros Novos, em São Jacinto, podem dispor doutras estruturas materiais e humanas em zonas tão problemáticas.
Na Primavera, conforme anunciou já o Presidente da Câmara de Aveiro, surgirão os ferry boats e São Jacinto poderá começar a viver melhores dias embora com alguns “senões”, como, por exemplo, a queda de produção dos Estaleiros que, noutras eras contribuiu para o viver daquela gente. Mas parece que recentemente também aqui há novas esperanças.
Mas outras esperanças poderão nascer, acredita-se, em zona tão rica, mas porventura, ainda por explorar em todas as suas potencialidades turísticas.
