7º Festival Internacional de Música de Aveiro Antigos alunos da UA são os seus melhores embaixadores
A sétima edição do Festival Internacional de Música de Aveiro, que irá decorrer entre 12 de Março e 4 de Abril, promete ser o de melhor qualidade, o de maior abrangência multidisciplinar e o primeiro a se expandir para fora do distrito de Aveiro.
No ano em que a Universidade de Aveiro comemora o seu trigésimo aniversário, o vice-reitor, Manuel Assunção, sublinhou que a universidade deve ser cada vez mais percebida e fruída pela comunidade. O festival visa também reforçar os laços entre a universidade, a cidade e a comunidade.
Igualmente, a universidade está a privilegiar a relação com os antigos alunos, até porque “eles são os nossos melhores embaixadores”, como sublinhou Manuel Assunção. Por isso, o festival irá dar relevo a alguns desses antigos alunos, como são os casos de Jacinta, Artur Fernandes e Francisco Cal. De destacar ainda a participação de orquestras oriundas das universidades de Évora, Porto e Cincinnati (Estados Unidos da América).
Para além de Aveiro, o festival vai ter espectáculos nos concelhos de Albergaria-a-Velha, Arouca, Ílhavo, Oliveira de Azeméis, Ovar, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e, já fora do distrito de Aveiro, em Cantanhede. Em Aveiro, os eventos terão lugar no Teatro Aveirense, Auditório da Reitoria da Universidade, Auditório do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade, Museu de Aveiro, Igreja da Misericórdia e Sé de Aveiro.
António Vassalo Lourenço, maestro da Orquestra Filarmonia das Beiras, afirmou que se mantém a opção artística dos anos anteriores, só que mais abrangente em termo de estilos e de épocas, e também mais interdisciplinar, com a abertura a outros géneros em que a música é peça fundamental, como o ballet (com o Ballet Gulbenkian) e o teatro musical para crianças.
Durante o festival, as segundas-feiras são dedicadas aos concertos de outras linguagens, enquanto que as terças-feiras ficam para a música contemporânea, com destaque para a que se faz na própria universidade. Nas quartas-feiras decorrem os recitais, e às quintas-feiras há música de câmara. A Orquestra Filarmonia das Beiras actua às sextas-feiras. A estes há que juntar os concertos realizados fora da cidade de Aveiro.
O festival integra ainda um ciclo de conferências e nove cursos e masterclasses, de âmbito mais pedagógico e técnico, sobre canto, flauta, guitarra, órgão, clarinete, cravo, violino, traverso e oboé, dirigidos por alguns dos mais reputados especialistas mundiais das respectivas disciplinas.
Este ano, há que referir a parceria com o Teatro Aveirense, local onde irão decorrer vários concertos, incluindo o de abertura e o de encerramento, todos eles de bilheteira paga. Também são de entrada paga os espectáculos com Pedro Burmester, os de teatro musical para crianças e ainda o concerto de jazz na reitoria da universidade. Os outros são de entrada gratuita.
O orçamento previsto é de cento e oitenta mil euros, subsidiado em 12,5 por cento pelo Ministério da Cultura, havendo ainda alguns apoios e patrocínios, entre os quais os das câmaras municipais, Região de Turismo da Rota da Luz e Embaixada da Holanda. No entanto, o maior montante é ainda da responsabilidade da universidade. As receitas de bilheteira também assumem já alguma importância.
No concerto de abertura, o destaque vai para a participação de Jacinta e da Orquestra Filarmonia das Beiras. Esta cantora de jazz, da Gafanha da Nazaré, irá apresentar algumas novidades, entre as quais dois temas escritos por ela própria e com arranjos para orquestra de Paulo Perfeito. O espectáculo irá decorrer no Teatro Aveirense, nos dias 12 e 13, ambos a partir das 21.30 horas.
