Fotografia de Eduardo Gageiro em Ílhavo

O Centro Cultural de Ílhavo (CCI) e o Museu Marítimo de Ílhavo apresentam ao público exposições fotográficas da autoria de Eduardo Gageiro, intituladas “Silêncios” e “Retratos Marítimos”, respectivamente.

“Silêncios” no CCI, é uma mostra constituída por fotografias captadas por Eduardo Gageiro ao longo dos últimos 50 anos, fotos essencialmente num preto-e-branco com tendência para tons sépia. A temática é muito diversificada, o mesmo se passando com os locais retratados, que não se limitam ao território português, já que há incursões pode diversos países.

As fotografias que preenchem a exposição “Retratos Marítimos”, patentes no MMI até 13 de Junho, são a preto-e-branco, e foram captadas ao longo de várias décadas, e retratam sobretudo paisagens e gentes marítimas da costa portuguesa, incluindo a Ria de Aveiro.

Eduardo Gageiro, um dos mais reputados fotojornalistas portugueses, nasceu no dia 16 de Fevereiro de 1935, em Sacavém, tendo trabalhado na antiga Fábrica de Loiça de Sacavém, na qual aprendeu a fotografar. Com 12 anos de idade publicou a sua primeira foto, no “Diário de Notícias”, e recebeu o seu primeiro prémio fotográfico (dos mais de três centenas que tem no seu currículo) no ano de 1955, num concurso promovido pelo Sindicato dos Empregados de Escritório do Distrito de Lisboa.

Como fotojornalista começou a trabalhar em 1957, na revista “Vida Ribatejana”, de Vila Franca de Xira, passando depois para o “Diário Ilustrado”, tendo colaborado com dezenas de jornais, revistas e agências noticiosas, nacionais e estrangeiras. Tornou-se conhecido internacionalmente ao revelar ao mundo os acontecimentos dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, com o sequestro e massacre da equipa olímpica de Israel por um comando palestiniano. Dois anos depois, voltou à ribalta internacional com as fotos da “Revolução dos Cravos” e o período do pós 25 de Abril.

Cardoso Ferreira