“De maneira que é assim!”

Ponta de lança Rebuscar uma classificação para o estado de guerra vivido esta semana é algo que não justifica o esforço e o transformaria em trabalho inglório, em virtude de tão gasto que está o argumento. Na verdade, nada mais elementar e contraditório (aí está um termo que entrou no vocabulário corrente!) do que acabar uma conversa com a expressão que, de alguma maneira eufemisticamente, serve para desbloquear a conversa; o remate que desvia para canto o que não se quer, o não se sabe como abordar.

É claro que não vamos abordar o caso do “silenciamento” do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa; as comunicações ao país sobre um herculiano Orçamento de Estado; as questões sobre se Águeda vai ter novo hospital ou não; se Ulisses Pereira é “canalha” (fazendo fé na expressão utilizada pelo Vereador Domingos Cerqueira, da Câmara Municipal de Aveiro); se há outra música por trás da extinção da Filarmonia das Beiras; etc. O que nos suscitou verdadeiro êxtase foi como o aprendiz Luís Filipe Vieira tratou o mestre Pinto da Costa, em mais um Benfica-Porto (de má memória!).

Nem vale a pena regressar ao esbatido argumento da organização do Euro 2004. O que está em causa, mais uma vez, é ver a imberbe raia (e miúda) desafiar o todo-poderoso tubarão dos mares! Saiu-se mal, a raia, claro! Mas será que não há ninguém que explique as estes presidentes e direcções que para vencer o “inimigo” (se calhar, é sem aspas!) o melhor é escolher campos que não são os dele, onde ele não está (continuando com a metáfora) como o peixe na água?!

Mais uma lápide que o coveiro está a preparar para o cemitério de presidentes do futebolês, onde se vislumbram, entre muitos: Jorge Gonçalves, Sousa Cintra, Santana Lopes, Manuel Damásio, Vale e Azevedo,…

Desportivamente… pelo desporto!