Pedro Silva tomou posse

Novo vereador da Cultura Pedro Silva tomou posse, na passada quinta feira, como vereador da Cultura, na Câmara Municipal de Aveiro, substituindo Manuel Ferreira Rodrigues. O primeiro acto em que participou na qualidade de vereador da Cultura foi a inauguração da exposição do Aveiro Arte, o que para ele foi “um enorme prazer e uma enorme responsabilidade”, devido “ao reconhecimento que esse grupo notável tem”.

Sobre o facto de assumir o mandato a cerca de um ano do final, Pedro Silva afirma que “não há pouco tempo nem muito tempo. Há tempo bom para fazer tudo o que possa ser útil. Todo o tempo é bom para se ser útil”, pelo que “nesse aspecto, será o máximo de trabalho possível para que a dimensão cultural possa ser colocada como um dos aspectos essenciais do ponto de vista do desenvolvimento local”, até porque “a cultura é transversal às actividades humanas e, sobretudo, pode traduzir-se num estímulo e no motor até do desenvolvimento económico”.

Para que a cultura assuma esse papel, o edil diz que “ a cultura tem que ser encarada, e é já encarada por esta autarquia, como um espaço de estímulo e multiplicador sobre os efeitos societais que nos permite crescer e desenvolver”.

Para além da cultura, Pedro Silva assume também os pelouros da gestão urbanística e do planeamento, já que é um especialista em planeamento que, entre outras funções, ocupa o cargo de presidente da Associação Portuguesa dos Planeadores do Território, área que considera como sendo “uma construção social. Nós, quando fazemos planeamento, urbanismo, estamos a trabalhar num território, mas o território, para além das suas dimensões físicas, é sobretudo uma construção social. O planeamento tem de ser das artes mais nobres e de atitude cultural verdadeiramente notável; por isso as cidades são grandes palcos culturais porque são territórios e construções sociais”.

O planeamento, no dizer deste novo vereador, “asse-gura que as coisas se possam passar convenientemente. Dá a dimensão logística para as nossas actividades, cria os espaços próprios para que nós possamos exercer as actividades que gostamos de exercer. Mas o planeamento tem uma coisa que não controla, e ainda bem, que é a nossa apropriação do espaço sobre o território, apropriação que depois pode ser individual, por isso é que a cultura também tem espaços informais para poder acontecer”.

Para Pedro Silva, “a cidade é o grande espaço cultural”, porque nela “podem acontecer múltiplos aspectos de intervenções culturais. O lado informal da cultura, sobretudo a cultura contemporânea, é um lado fantástico. A cidade é o espaço de liberdade por natureza, onde nós podemos comunicar entre todos, onde o acesso à cultura é maior, onde as várias culturas que nela estão instaladas são maiores. Mas a cidade também, por vezes, nos retira a liberdade cujo conceito nos devia oferecer, por isso é que o planeamento tem de estar sempre muito activo para que a cidade esteja sempre ao serviço do cidadão”, rematou este novo autarca e docente universitário.