“Fábrica” visitada por mais de cinco mil pessoas

Durante a Semana da Ciência e Tecnologia A quinta edição da Semana da Ciência e Tecnologia da Universidade de Aveiro, que terminou no domingo, marcou a estreia no evento da Fábrica de Ciência Viva.

Paulo Trincão, director da Fábrica, referiu que ela “é um projecto muito recente, abriu este ano”, e sendo “uma estrutura da Universidade de Aveiro, materializada através da Fundação João Jacinto de Magalhães, destinada exclusivamente a promover a cultura científica e tecnológica durante todo o ano, era natural que participasse de forma activa nesta Semana da Ciência e Tecnologia». Apesar de recente, as coisas “têm corrido francamente bem. Foi o primeiro grande teste da Fábrica a receber um número de visitantes muitíssimo elevado, que já deve rondar as cinco mil pessoas”, isso no início da tarde de sexta-feira.

Para este êxito contribuiu o conjunto de actividades que a Fábrica organizou para três públicos: infantil (até aos 10 anos), juvenil (dos 10 aos 17 anos), e universitário e adulto. E ainda o facto do centro estar a oferecer, em alguns dias, actividades desde as 10 horas até perto da meia noite.

Como interessar as crianças dos jardins de infância pela ciência, foi o grande desafio da Fábrica .”Em crianças dessa idade, o que nós pretendemos fomentar é o espírito da descoberta, da interrogação. Devemos ajudar as crianças a observar melhor o mundo que as envolve, ajudá-las a interrogar e a encontrar as suas respostas”. Por isso, a exposição dedicada às crianças intitula-se “os bichos que andam por aí”, com fotos de animais que andam por aí no dia a dia, de modo a levá-las a “identificar esses animais, perceber que funções têm esses animais, se vivem perto das pessoas. Com isso, já temos um conjunto de interrogações que são lançadas a essas crianças mais pequenas”. Para as crianças com sete ou mais anos, a proposta tem a ver com os robots, que elas podem programar através de um sistema simples. Com isso, pretende-se “que as crianças estruturem o seu pensa-mento de uma forma organizada”, explica Paulo Trincão.

Já os adolescentes encontram aqui, de uma forma lúdica e didáctica, temas que integram os seus programas escolares, nomeadamente nas exposições sobre o ADN e os “Genes e a alimentação”, matérias que “são aprofundadas nos filmes tridimensionais apresentados e em algumas experiências laboratoriais que podem executar durante a visita”.

Fábrica divulga ciência todo o ano

O programa da Fábrica não encerrou com o termo da semana da ciência e tecnologia, como garantiu o seu director, ao dizer que tudo se mantém, incluindo o Centro Mindds-torm da Lego, que é único na Península Ibérica.

Em Janeiro, a Fábrica vai abrir ao público uma nova valência, que é o Laboratório Cozinha Alimentar, onde as pessoas “poderão experimentar receitas, perceber mais sobre a química dos alimentos, a qualidade dos alimentos, como são compostos, como se alteram, como são utilizados na alimentação humana”. Para além disso, Paulo Trincão revelou que irão surgir mais surpresas, que atempadamente serão reveladas. Outra estrutura permanente que se mantém é o teatro, com sessões de manhã e à tarde, incluindo aos fins-de-semana. A Fábrica encerra à segunda-feira.

A Fábrica é uma estrutura de âmbito nacional, como o provam as dezenas de visitas de escolas de todo o país. Por isso, qualquer escola que deseje programar uma visita à Fábrica só necessita de marcar a visita e ajustar o tipo de programas que pretende fazer, de acordo com as idades dos alunos. Os visitantes individuais ou familiares também podem visitar a Fábrica.