Direitos Humanos “O maior pecado da sociedade actual é a discriminação humana, como pessoa”, que se consubstancia no “não respeito de gente que é como nós”, principalmente quando esses “direitos são denegados aos que não têm voz”, como crianças, idosos e deficientes, afirmou o bispo de Aveiro, D. António Marcelino, na cerimónia que assinalou o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O prelado aveirense deixou no ar a pergunta: “o que podemos fazer para que cada pessoa seja pessoa, que o outro seja irmão?”, questão que se torna ainda mais pertinente quando passaram mais de “cinquenta anos após a declaração dos direitos huma-nos e dois mil anos depois de Jesus”.
Como, na questão dos direitos humanos e da discriminação dos mais vulneráveis “há ainda muitos passos a dar”, D. António Marcelino apelou a todos para “nos empenharmos nisso”, porque “todas as pessoas têm direitos”. Para resolver essa situação, o bispo recordou que “o amor é a maior força da humanidade”.
Para o governador civil de Aveiro, José Manuel Leão, “o pleno gozo dos direitos humanos é complexo, se não estiver embuída essa responsabilidade em cada cidadão”; por isso é necessário “ter a consciência de que há muito por fazer para haver a salvaguarda dos direitos humanos”, apelando a cada um para “estar disponível e lutar pela protecção de quem mais precisa”.
A vereadora da acção social da Câmara Municipal de Aveiro, Marília Martins, sublinhou que é “responsabilidade de todos nós nos envolvermos na questão dos direitos humanos”, e que “cada um de nós deve sentir, viver e envolver-se na prática dos direitos humanos”. Chamou ainda a atenção para o facto de que “aquilo que divulgamos de uma forma verbal devemos concretizar na prática”.
A sessão comemorativa foi promovida pelo Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro, em parceria com o Grupo de Coordenação do Plano de Auditoria Social de Protecção de Menores, Idosos e Deficientes “CID, Crianças, Idosos e Deficientes, Cidadania, Instituições e Direitos”, e decorreu na Sala do Despacho da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro. Nesta sessão, foi apresentado o resultado das intervenções desenvolvidas no distrito de Aveiro, referentes à implementação das boas práticas e do reforço da qualidade do funcionamento das respostas sociais promovidas pelas instituições sociais que operam neste distrito, nomeadamente Misericórdias, IPSS – Instituições Particulares de Solidariedade Social, Mutualidades e outras.
C. F.
