Ponta de Lança A propósito da assinalável iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro, com a criação da Carta Cultural de Aveiro, ou seja, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Cultural para o Município de Aveiro, que dará apoio à clarificação pública das políticas municipais para o sector procurando envolver os agentes e produtores culturais do Concelho, com particular destaque para o movimento associativo, sentimos a tentação de cair na dicotomia entre carta e cartilha para apreciar o estranho fenómeno que ocorre entre nós, no que diz respeito ao futebolês.
O Beira-Mar anda por aí perdido na Super-liga, não é verdade? A pergunta não é meramente retórica. Tratando-se de um clube que não fala para a comunicação social – o garante da visibilidade de qualquer instituição que precise dela para existir! – é algo de contraditório. Olhamos, atónitos, para os resultados e classificação e ficamos sem perceber o que se passa; e ninguém explica?! Assim, é lícito concluir que, pelos factos, há por ali qualquer coisa que não funciona!
Pois bem, depois de um período demasiado longo, para o gosto de qualquer aveirense, em que não se viram grandes resultados, apareceu a vitória no Dragão! Foi de Carta!
Embalados, já se sentia o recomeço de uma nova aurora! Contudo, até pode aparecer (qual D. Sebastião!) uma nova aurora, mas o que se passou no Domingo arrefece qualquer arrufo de entusiasmo. Passada uma semana, veio o reverso, derrota, em Aveiro, com o Moreirense. Sem brilho, sem fulgor, sem nada! A cartilha ( em sentido bem pejorativo!). É que o Beira-Mar até parece que apreendeu pela cartilha do Benfica! Perde aqui, perde ali, perde hoje, perde amanhã, … irra! Assim, mais vale fechar o Estádio (palavra maldita neste apontamento!) e passar os jogos para o Pavilhão!
Desportivamente… pelo desporto!
