É uma boa notícia: o Protocolo de Quioto vai entrar, finalmente, em vigor, no próximo dia 16 de Fevereiro. Depois de a Rússia ter ratificado o projecto, abre-se agora uma nova esperança para a Humanidade: pode estar para breve a inversão das coisas, isto é, termos chegado ao início do arrefecimento global.
Todos conhecemos os efeitos perversos da incontrolada emissão de gases(CO2) para a atmosfera, com reflexos à escala mundial, já sensíveis um pouco por toda a parte. É para combater esses excessos que delegados de 200 países e milhares de ambientalistas acabam de se reunir em Buenos Aires, a preparar a aplicação deste Protocolo.
Boa notícia também é a atitude de Tony Blair, que se assume como paladino desta cruzada, não apenas com medidas pioneiras à escala nacional do seu País, mas também à escala mundial, com o propósito de envolver os países ricos (G-8) na consideração das alterações climatéricas como um dos temas do próximo encontro.
De fora ficam dois países que se recusaram a ratificar o Protocolo: USA e Austrália. Os Estados Unidos da América, apesar de serem responsáveis pela emissão de um quarto dos gases com efeito de estufa, disseram claramente não estar dispostos a colaborar com o mundo. Em nome da protecção da sua economia, mesmo que tal possa significar, a longo prazo, a destruição desta Terra.
E mais: fazendo depender as suas hipóteses de adesão de uma redução também nos países em vias de desenvolvimento. Como se fosse possível comparar o seu nefasto contributo com os ínfimos contributos de outros e as suas capacidades tecnológicas de redução com as incipientes técnicas de outros.
Bem pode dizer Raul Estrada, o argentino que secretariou a conferência de Quioto: “O melhor para o conjunto da comunidade internacional seria descobrir e delinear uma fórmula que traga os Estados Unidos de volta ao redil”. Sobra-nos a esperança de que a estrutura federal dos USA vá fragmentando esta atitude intransigente; e que a boa vizinhança de Blair e os compromissos comuns façam o senhor Bush reconsiderar a sua posição.
“Crescei e multiplicai-vos; enchei e dominai a terra” – é a Palavra de Deus ao Homem. A nossa missão, de todos, é transformar o Mundo, que Deus criou dinâmico, em espaço habitável para todos; não em sepultura da Humanidade!
