Questões Sociais 1. A primeira orientação recomendável para os futuros membros do Governo responsáveis pela Segurança Social é que evitem a preocupação de adoptar, imediatamente, novas medidas políticas. Pelo contrário, recomenda-se-lhes que atribuam toda a prioridade ao bom funcionamento dos serviços sociais, públicos e particulares.
Qualquer nova medida imediata correria o grave risco de criar novas desigualdades, perturbar o funcionamento, já deficiente, dos serviços sociais, e absorver excessivamente e atenção dos governantes.
No entanto, as medidas constantes do programa eleitoral devem ser, naturalmente, executadas.
2. O funcionamento dos serviços sociais, públicos e particulares, reveste-se de extrema importância, porque daí decorre o melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, o melhor conhecimento dos problemas sem solução e a melhor maneira de os resolver. Com base nestas três vantagens, os futuros governantes responsáveis pela Segurança Social ficariam devidamente habilitados para tomar as medidas necessárias, atribuindo prioridade aos problemas de maior gravidade, entre os quais se encontram as situações de idosos mais pobres.
Pelo menos desde o início dos últimos três governos, o funcionamento dos serviços sociais tem sido bastante descurado, porque, além do mais, os respectivos membros do Governo se deixaram absorver excessivamente pela preparação de novas políticas, não lhes restando disponibilidade nem tranquilidade suficientes para acompanharem o funcionamento dos serviços sociais, no dia-a-dia.
3. Deve salientar-se que, no conjunto dos serviços sociais, se incluem não só os serviços públicos mas também as instituições particulares de solidariedade social, outras instituições e os grupos de voluntariado social (nomeadamente os que praticam o voluntariado de proximidade), respeitando-se a identidade e autonomia de cada serviço.
Por outro lado, o funcionamento dos serviços sociais, públicos e particulares, será frustrante, se não contribuir para a consciência colectiva dos problemas sociais e para a adopção de medidas baseadas no conhecimento directo dos problemas sem solução.
