Rito da comunhão (I)

Reaprender… para viver melhor Todos os momentos conduzem à participação dos presentes na comunhão eucarística. Apesar de serem agora mais os comungantes, a celebração só tem pleno sentido quando comungarem todos os que o podem fazer e para isso se prepararam. Também aqui há rotina, deficiente compreensão do mistério que se celebra, peso de uma tradição que se foi empobrecendo.

Convém recordar os efeitos de um rigorismo moralista (reflexos do jansenismo – sécs. XVII e XVIII – na vida sacramental), que levaram a um falso respeito pela Eucaristia: passou a ser mais para adorar do que para comungar. Esta mentalidade vem até ao final da primeira metade do século XX. A reforma litúrgica do Vaticano II estimulou a participação da assembleia na celebração.

Por outro lado, a falsa concepção de liberdade, o relativismo moral consequente, a perda do sentido do pecado, a falsa imagem da vontade salvífica universal de Deus, do Seu Amor, a rotina degradante da Reconciliação, tudo isto levou a uma consciência errónea, que conduz muita gente a outra rotina – a de comungar por simples hábito ou sentimento, esvaziando por completo a profundidade deste encontro pessoal com o Mistério de Jesus Cristo, nosso alimento. Agravada essa rotina por uma perspectiva individual e pietista da comunhão eucarística. Isto é: muitas comunhões eucarísticas sem encontro com Jesus, sem encontro com a Igreja.

Q.S.